Cidades
AUMENTO NÃO INIBE PROCURA POR MEDICAMENTOS EM AL
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O Governo Federal autorizou, na segunda-feira (15), um reajuste de 4,88% nos preços de medicamentos para 2021. Até o momento, em Alagoas, o aumento não inibiu a procura por medicamentos, sobretudo os que auxiliam o tratamento contra a Covid-19. “Houve um aumento expressivo na demanda, mesmo com a elevação nos preços, creio que isso se deva ao aumento no número de casos. Suplementos vitamínicos como vitamina c e zinco ainda se encontram em alta”, informa o farmacêutico proprietário Misael Araújo.
O farmacêutico Luiz Alberto diz que Ivermectina e a Azitromicina, junto dos analgésicos, são os mais procurados. A respeito do reajuste anunciado pelo Governo, Luiz informa que as distribuidoras locais, vem desde o início de março aplicando um preço mais alto. “É uma demanda espontânea, e a população querendo ou não, acaba sentindo o efeito no bolso, já que não tem dinheiro circulando no mercado, essa é a realidade. O auxílio acabou e muitas empresas estão fechando, por mais que as farmácias permaneçam abertas, nós sentimos o déficit no faturamento”, diz.
O aval para o aumento está publicado no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, quinze dias antes da data regular, que habitualmente se dá em 31 de março de cada ano. A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) não explica o porquê da antecipação do reajuste.
Segundo Luiz Alberto, o preço da ivermectina voltou a aumentar.
“Mais uma vez, o valor subiu e, nenhum fornecedor do estado tem para vender. Só pedindo de fora e mesmo assim são muito pouco”,informa o farmacêutico, acrescentando que o preço da azitromicina está ‘beirando o absurdo’.
Ambos os medicamentos tem sido usados no combate a Covid, mas, a eficácia ainda é considerada duvidosa por alguns especialistas.
Não é de hoje que o Governo Federal vem defendendo o tratamento precoce como forma de lidar com a pandemia. E, devido a isso, a procura pelos medicamentos citados vem aumentando bastante, especialistas apontam a falta de comprovação destes remédios.
“Muitos pacientes querem fazer uso, mas não existe comprovação nenhuma. Nosso papel como farmacêutico é repassar isso”, finaliza Luiz.