Cidades
Sindicato denuncia falta de seguran�a no Porto
A operação de embarque e desembarque de carga no Porto de Maceió é de responsabilidade do Órgão de Gestão de Mão-de-Obra (Ogmo) que contrata empresas, chamadas operadores portuários, para recrutar os trabalhadores que vão executar o serviço. Ao Ogmo cabe ainda a responsabilidade de garantir a segurança da operação, o que inclui a vida dos estivadores e outras categorias que atuam no embarque e desembarque. Entretanto, segundo o presidente dos Estivadores do Porto de Maceió, João Epifânio Santos, essa responsabilidade ?não vem sendo cumprida como deveria?. Algumas providências começaram a ser agilizadas após o acidente registrado em novembro último, quando dois estivadores morreram soterrados por uma carga de cimento e outros seis ficaram feridos, admite o dirigente sindical. Os trabalhadores, acrescenta João Epifânio, têm que pressionar muito para que o Orgão Gestor, uma estatal, viabilize recursos para materialização de algumas medidas de segurança. Um exemplo é a ambulância que somente sete meses depois de solicitada pelo sindicato foi adquirida. ?Queremos um posto médico para os atendimentos de emergência, mas estamos esbarrando em licitações e outros problemas da burocracia?, afirma o presidente do Sindicato dos Estivadores. Segundo ele, os trabalhadores têm sido vítimas de acidentes, decorrentes de alguns problemas de segurança, mas nenhum tão grave quanto o que resultou na morte dos estivadores Ronald de Oliveira Santos e Luiz Hermínio dos Santos. A Administração do Porto de Maceió explica que cabe ao órgão de Gestão da Mão-de-Obra toda a responsabilidade sobre a segurança na operação portuária. ?Ao porto cabe assegurar a infra-estrutura para acesso aquaviário, terrestre e acostagem?, explica o administrador substituto do Porto de Maceió, Clóvis Carvalho.