Cidades
Procon orienta na compra de material escolar
A diretora do Procon em Alagoas, Wedna Miranda, alerta os pais de alunos para que façam valer o direito de liberdade de escolha dos itens da lista do material escolar. Ela enfatiza que é proibido a escola determinar marca e local da compra e frisa que, para facilitar essas compras, o Procon pesquisou preços colocando à disposição de todos a relação de onde encontrar o material escolar mais barato. A lista completa pode ser consultada no site www.procon.al.gov.br, mas Wedna adianta que um dos itens mais inflacionados, comparando-se o custo de 2003 e 2004, foi o caderno para 15 matérias. Custava R$ 8,90 e passou para R$ 13,87. Foram 35,81% de reajuste. ?Não podemos fazer nada em relação ao aumento abusivo, mas compete aos consumidores optar pelos mais baratos?. Também tiveram reajuste abusivo o papel nacarado, que passou de R$ 1,65 para R$ 2,18 e a tinta para pintura a dedo, de R$ 0,73 para R$ 1,40. Como os pais compram em quantidade, o valor total acaba ficando alto, no somatório geral da lista. Mas alguns itens tiveram o preço congelado e outros, rebaixados, como foi o caso da borracha branca, que caiu de R$ 0,43 para R$ 0,14 e da cola colorida, que passou de R$ 2,05 para R$ 1,03. No site consta, ainda, a lista de materiais que a escola não pode exigir do aluno, como álcool, bolas de sopro, prato descartável, talheres, papel higiênico, giz, estêncil, caneta para lousa, esponja de prato, papel ofício, fita para impressora, toner, grampeador e grampo, medicamentos, lenços descartáveis e sabonete. ?São itens de consumo da escola, portanto, ela mesma deve adquirir com seus recursos, ao invés de repassar a responsabilidade para os pais dos alunos?, concluiu Wedna.