Pandemia
ALAGOANOS RELATAM ROTINA DEPOIS DE RECEBER VACINAS
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Alagoas está aplicando tanto o imunizante Coronavac, produzido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, quanto o da biofarmacêutica AstraZeneca com a Universidade de Oxford. Em Maceió, até o dia 31 de março, 105.327 pessoas receberam a primeira dose da vacina e 26.938 já receberam a segunda,totalizando 132.265 pessoas imunizadas no município.
Maria Francisca Silva, de 75 anos, comemorou o recebimento da segunda dose nesta quinta-feira. “Tomei a última dose da vacina e estou tão feliz, graças a Deus. Eu estava louca para tomar essa vacina e Deus me deu. Que coisa boa, estou protegida”, celebrou a idosa, que atualmente está morando na capital alagoana com uma de suas filhas para tratar de outros problemas de saúde e estava ansiosa para ser imunizada contra a Covid-19. Mas apesar de finalmente uma parcela da população respirar aliviada após receber alguma dose do imunizante contra a doença, o medo ainda é um sentimento comum, mesmo para as pessoas que já estão protegidas contra o coronavírus, como contou Luis Cândido, coordenador do PSE (Programa Saúde na Escola) e membro do Programa Melhora em Casa, que presta assistência para os pacientes que necessitam de um suporte especializado após a alta hospitalar, no município de Maragogi. Já vacinado com as duas doses da Coronavac, o coordenador do PSE descreveu o sentimento de ser vacinado. “Primeiro, quando eu recebi a vacina foi uma emoção muito grande, porque a gente já estava esperando há muito tempo e só de tomar a primeira dose já dá um alívio. Mas a gente sabe que ainda não está tudo bem, a gente não sabe como fica a questão das variantes, então precisa continuar com os cuidados, mesmo que seja um pouquinho chato. Eu que já tomei as duas doses mantenho todos os cuidados, usando máscara e álcool em gel”, relatou Luis. Por mais que a sensação de segurança não elimine completamente o receio, a tendência é que os vacinados flexibilizem o distanciamento e voltem a se encontrar com os amigos e familiares mais próximos. “Com muito cuidado, mas eu tenho ido com mais frequência a casa dos meus familiares, querendo ou não a saudade fala mais alto, não é? Mas minha mãe ainda não foi vacinada, a minha avó só recebeu a primeira dose da Astrazeneca, está aguardando o período para a segunda, então a gente precisa se cuidar”, relembrou o coordenador. No restante da família de Luis, com exceção de sua avó, que faz parte do grupo prioritário de idosos, ninguém mais foi vacinado.
VARIANTES X VACINAS
O Instituto Butantan já informou que a Coronavac é capaz de proteger a população também contra a variante P.1 do coronavírus, conhecida como variante de Manaus. A vacina da Astrazeneca apresentou uma queda na eficácia contra a P.1, no entanto, a proteção ainda oferecida ainda pode ser suficientemente boa. Ambas as pesquisas sobre os imunizantes ainda não foram publicadas e devem continuar em andamento para melhores estudos dos dados até que sejam confirmadas pela comunidade científica. O médico infectologista Fernando Maia alerta que a variante já está espalhada por todo o país, podendo predominar o número de casos muito em breve, caso não haja a contenção do contágio por meio das medidas sanitárias. Fernando destaca também que, enquanto a população não estiver toda vacinada, é estritamente necessário manter o distanciamento, o uso de máscaras e o hábito de lavar as mãos frequentemente.
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* Sob supervisão da editoria de Cidades.