Pandemia
FALTA DE INSUMOS PODE AGRAVAR ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS DE COVID
Sindicato dos Médicos diz que não há perspectiva para queda da curva da pandemia a curto prazo
Ainda com elevada taxa de ocupação hospitalar, Alagoas vive uma fase crítica da pandemia e terá de frear a transmissão da Covid para reduzir casos e mortes. Se faltarem leitos e insumos, muitos ainda morrerão sem a assistência necessária. O colapso nas redes pública e privada é temido por todos que atuam no combate ao coronavírus.
“Não há perspectiva para queda da curva da pandemia a curto prazo. A ocupação dos leitos, tantos os clínicos como os de UTI, continua altíssima. A fase atual exige ainda mais cuidado. A quadra chuvosa sinaliza aumento de infectados”. O desabafo é do presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Marcos Holanda, reconhecendo que todos os profissionais da linha de frente estão exaustos, num esforço sobre-humano.
Outra preocupação do presidente do Sinmed é que começa a ficar escassa a matéria-prima utilizada pela indústria na produção de medicamento utilizado para ajudar no processo de intubação dos pacientes graves.
“A vacinação em massa é o que pode salvar, efetivamente. Infelizmente tudo caminha em passos lentos. Portanto, cada um precisa tomar para si a responsabilidade da pandemia, ficando em isolamento. Se precisar sair, que seja o estritamente necessário, sem usar transporte lotado. E seja qual for a situação, nunca dispense o uso de uma máscara segura, além de higienizar as mãos”, explica Marcos Holanda.
EVITAR CONTAMINAÇÃO
Segundo o médico Marcos Holanda, presidente do Sinmed/AL, todo esforço que pudermos fazer para evitar adoecer ainda será pouco. “Cada um se proteja, ao invés de subestimar a gravidade do momento, e culpar somente o governo. A ele cabe maior carga de responsabilidade, mas todos nós somos culpados também. Se cada um fizer bem feito a sua parte, já estará ajudando muito: evite ser contaminado pelo coronavírus. A doença é evitável. Não façam festinhas particulares. Cuidem-se. Cada um forme seu escudo protetor. Automaticamente também estará protegendo os outros”, reforça. Marcos Holanda adverte sobre o risco dos que vão adoecer a partir de agora. Quem evoluir para a forma grave e precisar ser intubado pode sofrer ainda mais, segundo o presidente do Sinmed, devido a possibilidade de faltar alguns medicamentos essenciais.
“Não está ao alcance das mãos humanas a capacidade de fazer milagre. Portanto, todo esforço que pudermos fazer para evitar adoecer ainda será pouco. Não aglomere, saia somente para o que for estritamente essencial, e mesmo assim, seguindo com rigor as medidas protetivas”, reforça Marcos Holanda.
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