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Fome Zero s� atende em Alagoas 57% dos exclu�dos

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Depois de um ano em execução, o Programa Fome Zero, do governo federal, ainda não consegue atender toda a população em situação de miséria em Alagoas. Segundo dados apresentados pela deputada Genilda Leão ? ex-coordenadora estadual do programa, o Fome Zero atende, hoje, 57,81% da população excluída no Estado, estimada atualmente em 1.427 milhão de pessoas. O dado foi apresentado ontem de manhã, durante uma mesa-redonda na 1ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Alagoas, na qual Genilda fez uma avaliação do programa no Estado. O programa está sendo executado em 101 cidades alagoanas, atendendo 165 mil famílias, o que representa uma população aproximada de 825 mil pessoas. De acordo com dados oficiais do Ministério da Segurança Alimentar (Mesa), dos 2.822.061 habitantes do Estado, 1.427 milhão vive abaixo da linha de pobreza, ou seja, têm renda inferior a um salário mínimo. A maior parte desse contigente de miseráveis está na área urbana. Dos 1.919.736 habitantes das áreas urbanas, 830 mil estão em estado de pobreza absoluta. E na zona rural, da população de 902 mil, cerca de 597 mil estão nessa mesma situação. Maceió foi a única cidade do Estado não incluída no programa, apesar de reunir um grande percentual da população em situação de miséria. ?Arapiraca foi o primeiro município do Brasil, com mais de 100 mil habitantes a ser incluído no Fome Zero?, informou Genilda. As famílias cadastradas no programa estão sendo beneficiadas pelo Cartão Alimentar ? no valor de R$ 50,00 mensais por família - que representa recursos na ordem de R$ 8.250 milhões. O programa teve início em Alagoas em abril de 2003, atingindo inicialmente 17 municípios do Semi-árido. Depois, foi ampliado para 17 municípios do Agreste e para 13 municípios do Litoral Norte. ?Por fim, conseguiu incluir mais 54 municípios, ficando de fora apenas Maceió?, declarou Genilda, lembrando que nenhuma capital do País foi, até agora, incluída no Fome Zero. A deputada explicou que além do Cartão-Alimentação, várias famílias de baixa renda estão sendo atendidas por outros programas sociais do governo, como o Bolsa-Escola ou o Bolsa-Família. No ano passado, de acordo com o representante do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Comsea), Francisco Menezes, o governo federal investiu R$ 1,8 bilhão no programa Fome Zero. Apesar das críticas feitas por alguns setores em relação ao Fome Zero - a exemplo do bispo de Duque de Caxias, Dom Mauro Morelli- a deputada Genilda Leão afirma que os resultados do programa são positivos. Ela esclareceu que o programa nunca foi voltado apenas para a arrecadação de alimentos, mas que as doações feitas por empresas foram bem recebidas. Essa mobilização da sociedade civil garantiu a distribuição 113.529,18 quilos de alimentos com famílias pobres, creches, abrigos e comunidades indígenas. Genilda assegura, no entanto, que o governo se preocupou em desenvolver projetos estruturantes, para que essas famílias não fiquem para sempre na dependência da ajuda federal.

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