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Alagoas integra rota do tr�fico de animais silvestres

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O subcomandante do Batalhão Ambiental, major Neuton Bóia, disse, ontem, que Alagoas é um dos estados que está na rota do tráfico de animais e pássaros silvestres. Segundo ele, as rodovias alagoanas são utilizadas pelos traficantes de pássaros e animais silvestres que saem de Pernambuco em direção a Bahia, principalmente pela BR-316. A maioria dessas aves e animais é exportada ilegalmente para países da Europa e Estados Unidos. ?Hoje o tráfico de animais e pássaros no Brasil só perde para o tráfico de armas e drogas?, observou Neuton. Ele acrescenta que o tráfico de animais e pássaros silvestre também é observado entre os estados de Sergipe e Alagoas, por meio de embarcações no Rio São Francisco. A Rede Nacional e Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) estima que são retirados anualmente no Brasil 38 mil espécies. Esse mercado movimenta R$ 10 bilhões por ano, sendo o Brasil responsável 10% por esse tipo de atividade. Diante dessa evidência, o subcomandante do Batalhão Ambiental destacou a importância da Operação Pela Vida, desencadeada ontem pela manhã. Durante a operação foram montadas barreiras policiais no trevo do Pólo cloroquímico, em Marechal Deodoro; em Ipioca; Arapiraca e Olho D?Água das Flores. Segundo Neuton, a operação tinha um caráter educativo, mas em caso de flagrante de crime ambiental o caso seria encaminhado a Delegacia de Combate aos Crimes Ambientais e também aberto procedimento administrativo pelo Ibama. O Batalhão Ambiental da Polícia Militar de Alagoas foi criada em 5 de junho de 1989, inicialmente com a denominação de 1ª Companhia de Polícia Florestal e de Mananciais. Por meio da Lei Estadual 6231, em 19 de abril de 2001, passou de companhia para batalhão. O batalhão, instalado numa área da APA do Catolé, desenvolve ações de combate a caça predatória, desmatamento e preservação de manancial em diversas áreas de proteção ambiental como na APA de Piaçabuçu, no litoral sul e dos Corais, no litoral norte. Além das reservas biológicas, como a de Pedra Talha em Quebrangulo; e a estação ecológica de Murici. Na área litorânea, uma das missões do batalhão é combater a pesca predatória, principalmente no período de defeso. O batalhão é composto de três companhias e pelotão de apoio administrativo, com um efetivo previsto de 515 policiais militares. Mas, hoje só conta com 177 policias. Entre suas áreas de atuação está a APA do Catolé e Fernão Velho, Parque Municipal de Maceió, APA do Pratagy. No interior possui três postos já instalados, um em Penedo, Traipu e Piranhas.

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