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COVID: AL TEM A TERCEIRA MENOR TAXA DE MORTALIDADE DO BRASIL

Estado registra 112,8 óbitos a cada 100 mil habitantes, à frente apenas da Bahia e do Maranhão

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Maceió, 23 de julho de 2020 
Movimentação de pessoas no centro do comércio de Maceió. Alagoas - Brasil.
Foto: ©Ailton Cruz
Maceió, 23 de julho de 2020 Movimentação de pessoas no centro do comércio de Maceió. Alagoas - Brasil. Foto: ©Ailton Cruz -

Alagoas tem a terceira menor taxa de mortalidade por Covid-19 do Brasil. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (16), são 112,8 mortes em decorrência da doença a cada 100 mil habitantes. O Estado só perde para Bahia e Maranhão, com 110,1 e 91,5, respectivamente. Segundo os dados do Ministério, a taxa nacional de letalidade a cada 100 mil habitantes é de 165,9. A situação mais grave é a registrada no Amazonas, onde a Covid matou 291 pessoas a cada 100 mil habitantes. Logo em seguida aparece outro estado nortista, que é Roraima, com 251,9 de taxa. O documento analisou também os dados da semana epidemiológica 14, que compreende o período entre 4/4 e 10/4 deste ano, e, mesmo com uma nova onda de Covid-19 em curso, Alagoas registrou a quarta menor taxa de mortalidade pela doença naquela semana. Foram 4,8 óbitos por Covid-19 a cada 100 mil habitantes. Desta vez, as menores taxa foram registradas em Pernambuco (4,1), Amazonas (4,4) e Maranhão (4,5). A taxa nacional para a semana foi de 10. O Estado com maior índice no período foi Mato Grosso, com 17.

Em relação à taxa de incidência do vírus, o valor aferido em Alagoas é o quarto menor do Brasil. São 4.777,7 casos de Covid-19 a cada 100 mil habitantes. A menor taxa de incidência do País é registrada no Maranhão, 3.492,5. Logo após aparecem Pernambuco e Rio de Janeiro, com 3.834 e 3.907,6, respectivamente.

Mesmo com números melhores que os nacionais, nesta terça-feira (20) Alagoas ultrapassou o total de quatro mil mortes por Covid-19. Foram 4.014 vidas perdidas para a doença no Estado. Somente nas últimas 24 horas foram confirmados mais 23 óbitos. Segundo a Sesau, em relação a frequência dos óbitos confirmados por Covid-19, segundo comorbidade e fator de risco, 1.618 vítimas tinham diabetes, um percentual que ultrapassa 40%. Além disso, a transmissão do novo coronavírus em Alagoas voltou a apresentar evidências de aceleração, segundo análise do Observatório Alagoano de Polícias Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 divulgada nessa segunda-feira (19). Os casos aumentaram novamente, com 5.336 registros de infecção pela doença na 15ª semana epidemiológica. Também houve crescimento do número de mortes, que subiu para 164 no período, o segundo recorde consecutivo de vidas perdidas para a doença. Na semana passada, para efeito de comparação, foram 4.315 casos e 160 óbitos. Com a piora nos números, o risco de colapso volta a estar presente, já que as UTIs seguem com lotação próxima aos 90%. Em quase todas as localidades do estado, foi observada uma tendência de alta na infecção pela Covid-19. Arapiraca, Maceió e a Região Metropolitana (1ª Região de Saúde) apresentaram as maiores incidências do estado, com 266, 214 e 213 casos por 100 mil habitantes cada, respectivamente. Nos óbitos, Maceió lidera (8,8 por 100 mil), seguida pela 1ª RS (6,6) e Arapiraca (5,6). Além dos casos e óbitos, aumentou também o número de exames pendentes nos laboratórios do estado. É a primeira vez que esse número apresenta um aumento desde a 10ª Semana Epidemiológica de 2021. Nessa segunda-feira (19) a Gazeta noticiou que a pandemia reduziu um ano e meio da expectativa de vida dos alagoanos, derrubando para 71,4 anos o valor que estava em 72,9 antes da Covid-19. Os cálculos fazem parte do estudo “Redução na expectativa de vida no Brasil em 2020 após a Covid-19”, que foi liderado pelo Departamento de Saúde Global e População da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

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