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BAIRRO DE PESCARIA AINDA NÃO REGISTROU MORTE POR COVID

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Imagem ilustrativa da imagem BAIRRO DE PESCARIA AINDA NÃO REGISTROU MORTE POR COVID
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Dos 50 bairros de Maceió, apenas um não registra morte por Covid-19 entre os seus moradores. Trata-se de Pescaria, que fica no Litoral Norte da cidade. A constatação é dos pesquisadores do Instituto de Geografia, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Igdema) da Universidade Federal de Alagoas, que tabulam os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Os números mostram ainda que o bairro é o segundo com menor número de casos de Covid-19. Desde o início da pandemia foram 79 registros, perdendo apenas para o Mutange, com 40 registros. Na última semana analisada, que compreende o intervalo entre os dias 11 e 17 deste mês, Pescaria não registrou nenhum caso de Covid-19. Na outra ponta desse ranking está o bairro Benedito Bentes, na parte alta da cidade, com 140 óbitos. Por lá, a taxa de letalidade da doença é de 2,8%, tendo em vista os 4.928 casos confirmados da doença naquela localidade. Contudo, a liderança no número de casos confirmados é do bairro Cidade Universitária, com 5.060 casos confirmados. Na última semana, os dados apontam que o bairro com maior número de óbitos semanal foi Jatiúca, com seis registros. Já o que teve mais casos da doença entre os moradores foi a Cidade Universitária, com 95 casos. O bairro que teve o maior aumento no número de casos de Covid nesse período foi Rio Novo, onde os registros aumentaram 4% na comparação com a semana anterior. Segundo o levantamento do Igdema, dos 50 bairros da capital, 37 estão com o número de novos casos em queda, outros oito estão em estabilidade e cinco estão em alta. Os bairros em que os casos estão em crescimento são Barro Duro, Gruta de Lourdes, Jaraguá, Santa Amélia e São Jorge. Esta semana a Gazeta noticiou que a Covid-19 já roubou um ano e meio da expectativa de vida dos alagoanos, derrubando para 71,4 anos o valor que estava em 72,9 antes da Covid-19. Os cálculos fazem parte do estudo “Redução na expectativa de vida no Brasil em 2020 após a Covid-19”, que foi liderado pelo Departamento de Saúde Global e População da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Quando analisado por gênero, as mulheres alagoanas são as mais prejudicadas. Elas devem sair de uma expectativa de vida de 77,7 anos para 76,2, ou seja, 1,55 ano a menos. Para os homens, a perda será de 1,51 ano. Eles sairão de 68,2 anos para 66,7 anos. Os autores estimam que houve uma redução média nacional de 1,94 ano na expectativa de vida do brasileiro ao nascer, saindo de 76,7 anos para 74,8. Ainda assim, Alagoas tem a terceira menor taxa de mortalidade por Covid-19 do Brasil, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (16). São 112,8 mortes em decorrência da doença a cada 100 mil habitantes. O Estado só perde para Bahia e Maranhão, com 110,1 e 91,5, respectivamente. Segundo os dados do Ministério, a taxa nacional de letalidade a cada 100 mil habitantes é de 165,9. A situação mais grave é a registrada no Amazonas, onde a Covid matou 291 pessoas a cada 100 mil habitantes. Em relação à taxa de incidência do vírus, o valor aferido em Alagoas é o quarto menor do Brasil. São 4.777,7 casos de Covid-19 a cada 100 mil habitantes. A menor taxa de incidência do País é registrada no Maranhão, 3.492,5. Logo após aparecem Pernambuco e Rio de Janeiro, com 3.834 e 3.907,6, respectivamente.

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