Cidades
Salgadinho volta a poluir Praia da Avenida
Desceu com a chuva a esperança da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) de manter a Praia da Avenida livre da poluição trazida pelo Riacho Salgadinho durante todo o verão, a alta temporada turística na capital alagoana. As chuvas que caíram na madrugada da última quinta-feira aumentaram a vazão do riacho, obrigando a Sempma a remover toda a areia da foz. Tamponada de modo temporário, a foz foi aberta ontem para permitir o escoamento da água que ameaçava fazer o riacho transbordar. Com o destamponamento, a área da praia, em frente ao Salgadinho, ficou totalmente tomada pelo lixo, acumulado no leito do riacho durante mais de 30 dias, tempo que durou o projeto de despoluição temporária da Avenida. Dezenas de garis ocuparam a praia para recolher a sujeira trazida pelo grande volume de água. A poluição voltou a deixar a praia da Avenida imprópria para banho. A língua preta, carregada de coliformes fecais provenientes dos esgotos, avançou pelo mar. O secretário municipal de Proteção ao Meio Ambiente, Álder Flores, explicou que o tamponamento tem como objetivo manter aquela área do litoral livre da sujeira e esgotos provenientes do Salgadinho. Vindo da nascente do riacho, a poluição é desviada em três pontos onde há bombas coletoras que desviam o esgoto para o emissário submarino. Antecipação A reabertura estava prevista para ocorrer com a chegada do inverno, mas as chuvas fortes desta semana obrigaram a secretaria a mudar os planos. O próprio secretário admitiu que havia uma torcida para que não chovesse no verão. ?Sabemos que é uma solução temporária, mas estávamos conseguindo manter a praia livre da poluição?, disse Álder. Ele afirma que a falta de recursos para a execução de um projeto de recuperação ambiental é o principal entrave à despoluição definitiva do riacho Salgadinho e da Praia da Avenida. ?A recuperação daquele manancial, em níveis urbanos satisfatórios e não como era há 50 anos, depende do saneamento básico do Vale do Reginaldo como um todo. Para isso, é preciso que o Estado e o município disponham de recursos financeiros?, acrescentou o secretário.