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ESPECIALISTAS ADMITEM PLATÔ DA COVID EM AL, MAS NÃO DESCARTAM 3ª ONDA

Número de pessoas internadas em leitos de UTI no Estado ainda é alto e há pouca disponibilidade de vagas

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Imagem ilustrativa da imagem ESPECIALISTAS ADMITEM PLATÔ DA COVID EM AL, MAS NÃO DESCARTAM 3ª ONDA
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Profissionais que acompanham a evolução da Covid dizem acreditar que a pandemia atingiu um platô de casos em Alagoas, fase específica da curva epidemiológica quando há estabilização nos números por um período. Mas como ainda há dúvidas sobre a doença, não se sabe quando ocorrerá desaceleração ou se teremos uma terceira onda. “Em relação à pior fase da segunda onda, a gente está num platô, digamos assim. Estamos numa fase de estabilidade, com tendência a queda. Mas a gente ainda não pode afirmar isso, com certeza, porque o número de pessoas internadas na UTI e a disponibilidade de vagas ainda é pouca, mas que não saturou o volume de internação”, analisa o diretor médico da Santa Casa de Maceió, Artur Gomes Neto. Na opinião do médico, para que haja a desaceleração da pandemia a vacinação precisa avançar e que sejam proibidas as aglomerações. “Essa questão de impedir a aglomeração é fundamental para que desacelere o número de casos novos e a gente possa manter os hospitais com capacidade de atendimento”, acrescenta. “Ainda é cedo para dizer, mas provavelmente estamos vivendo o platô. Estamos com uma quantidade grande casos mas nas últimas semanas estabilizou um pouco. Vamos ver como vai ficar a medida que a vacinação vá avançando. Espero que vá diminuindo, o esperado é isso”, avalia o infectologista Fernando Maia. “Ainda temos poucos vacinados, não deu ainda para sentir. O reflexo da vacinação vai acontecer quando tiver uma quantidade maior de vacinados, por volta de 50%. Temos que andar muito ainda até lá. O lockdown nesse momento ainda não, mas se começar a aumentar os casos e a lotação das UTI e enfermarias vai ser necessário”, acrescenta o médico.

VACINAÇÃO MAIS ACELERADA

A reportagem pergunta a infectologista Luciana Pacheco se, na opinião dela, Alagoas já passou pelo pior em relação a 2ª onda da pandemia. “Não passamos ainda pelo pior, infelizmente. Temos ainda muitos casos novos, número elevado de internações hospitalares e ocupação de leitos de UTI alta. A última informação da Suvisa (Superintendência de Vigilância em Saúde) sobre a taxa de reprodutividade em Alagoas foi de 0,98, menor que 1, que é o ponto de corte para orientar sobre o avanço da disseminação do vírus na população, menor que a do Brasil mas ainda é uma redução insidiosa”, reforça. Sobre o que precisa ser feito para que a pandemia desacelere em Alagoas, Luciana Pacheco reforça a importância da vacinação mais acelerada e manter o distanciamento social evitando a aglomeração da população. Para Gabriel Bádue, o pesquisador, professor e coordenador do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19, até semana passada, os indicadores indicavam para um platô. “Estávamos esperando a queda do número de óbitos que evidenciaria uma situação de controle no estado. Mas para nossa surpresa, na última semana os casos voltaram a subir, resultado acompanhado pela manutenção da tendência de alta de óbitos, ainda que pequena, alta no número de casos suspeitos e manutenção do padrão de testagem e ocupação hospitalar no mesmo nível das últimas semanas”, reforça De acordo com Gabriel Bádue, se este aumento não foi aleatório, o que pode ser confirmado ao longo dessa semana, podemos considerar que estamos num platô. “Neste caso, deveremos observar uma redução de casos e óbitos ao longo dessa semana. Além da ocupação hospitalar”, acrescenta.

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Segundo o diretor médico da Santa Casa, é natural nesse momento que a doença se espalhe e se dissemine mais nas pessoas que não foram vacinadas. “A gente observa agora nessa fase o número bem maior de pacientes jovens e isso se deve a alguns fatores porque quem aglomerou agora foram os jovens, em festas, ano novo, carnaval, esses contraíram mais a doença e os idosos estão sendo vacinados. Quantos mais idosos estão sendo vacinados menor a possibilidade deles adoecerem”. “Por isso quanto mais jovens contaminados, mais jovens internados, infelizmente. Isso é uma realidade nessa segunda onda da pandemia. O que tem que ser feito agora é manter o que está sendo feito e liberando paulatinamente de modo que a gente não sature o número de leitos e que a doença possa ser melhor controlada à medida que a vacinação progrida no estado. Evitar aglomeração, usar máscara e vacinação vai ser importante na prevenção de casos novos”, conclui. “Os grupos de maior risco de adoecimento com a forma mais severa e com óbitos são os mesmos: pessoas obesas, diabéticas, cardiopatas e idosos, mas a vacinação parece estar mesmo reduzindo a doença nos idosos. A faixa etária que tem sido mais internada em Alagoas ainda fica entre os maiores de 40 anos e 70 anos, são adultos e idosos também”, analisa a infectologista Luciana Pacheco.

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