Cidades
Rio Novo faz cadastro de crian�as em idade escolar
Membros da comunidade de Rio Novo ligados à Igreja e à Sociedade Unidos Venceremos iniciaram, no último fim de semana, um levantamento casa a casa, cadastrando todas as crianças em idade escolar. Eles querem saber quantas estão matriculadas e quantas estão fora da escola e ainda o quantitativo das que estudam no próprio bairro e das que se deslocam para freqüentar a escola em outras localidades. O objetivo, segundo o líder comunitário José Carlos Luiz, é mostrar à Secretaria Estadual da Educação a grande carência de vagas no bairro. Calcula-se, segundo ele, que 750 crianças e adolescentes são atendidas com vagas nas escolas de Rio Novo, enquanto mais de duas mil têm que se deslocar para os bairros de Fernão Velho, ABC e Tabuleiro, ou para o município de Satuba para estudar. ?Temos aí um grave problema. Essas crianças dependem de transporte coletivo, uma despesa com a qual a maioria dos pais não tem condições de arcar. Isso gera muita evasão escolar?, observa José Carlos. A Sociedade Unidos Venceremos espera, já na próxima semana, apresentar os dados do cadastramento ao secretário William Peixoto, com uma lista de reivindicações que já está pronta: ampliação da Escola Professor Liberalino; construção de uma escola de ensinos Fundamental e Médio, com curso profissionalizante e implantação do supletivo. Enquanto essas ações não são viabilizadas eles querem que a secretaria assegure transporte escolar gratuito para os que estudam em outros bairros. De acordo com José Carlos, a escola Professor Liberalino é a única do Estado que funciona em Rio Novo, com apenas duas salas de aula que acomodam, nos três turnos, cerca de 250 alunos de 4ª a 8ª série. Além disso, funcionam no bairro cinco turmas do Projeto Saber, voltado para a Educação de Jovens e Adultos, e uma escola do município, construída no início da década de 60, quando Sandoval Caju era prefeito de Maceió. De lá para cá houve apenas uma ampliação da escola municipal, que ganhou mais duas salas no ano passado. ?É muito pouco para uma comunidade que tem cerca de 15 mil habitantes?, reclama José Carlos. (FA)