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Sindicato denuncia gastos desnecess�rios na Casal

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O Sindicato dos Urbanitários denuncia que a Companhia de Saneamento e Abastecimento (Casal) está passando por várias dificuldades financeiras, pois o governo do Estado está perdendo verbas federais devido à situação deficitária da empresa. Segundo a diretora de Política Social do sindicato, Conceição Freire, o governo vem contribuindo para aumentar a crise da empresa, criando e mantendo setores desnecessários. ?Na gestão do presidente Aloísio Ferreira, como presidente da empresa, existiam as diretorias de operação, obras, administrativa e financeira e comercial. Aloísio achou que a diretoria de obras devia ser extinta e suas atividades concentradas na diretoria de operações. Porém, quando o atual presidente, Fernando Souza, assumiu a empresa, a diretoria de obras foi reativada, sendo que seu diretor passou a ser o próprio Aloísio Ferreira, e ainda desmembrou a diretoria financeira e comercial em duas?, explicou Conceição Freire. Ela questionou a existência de uma diretoria financeira, alegando que só servirá para assinar cheques. ?Essa atividade deveria estar ligada à diretoria administrativa. Outro absurdo foi a reativação da diretoria de obras, que deveria estar ligada à de operações. Mas o pior é que a pessoa que extinguiu a pasta foi quem a reassumiu. Tudo isso vem ocorrendo para que sejam feitas acomodações políticas?, disparou a diretora do sindicato. Ela acrescentou que a Casal acumula um prejuízo de R$ 500 milhões e que cada diretor da empresa recebe entre R$ 4 e R$ 5 mil. O diretor administrativo da Casal, Vornei Mendes, disse que o sindicato estava com um representante na reunião do Conselho Administrativo da empresa, que decidiu levar a proposta de dividir a diretoria financeira e comercial em duas ao governador Ronaldo Lessa. ?O sindicato votou favorável e só foi contra a reativação da diretoria de obras?, rebateu. Vornei Mendes justificou a divisão da pasta comercial e financeira, afirmando que a área comercial da Casal precisa ter uma ênfase maior. ?A Casal precisa aumentar sua arrecadação e para isso é necessário fazer uma campanha para vender melhor o nosso produto, que é a água. Hoje a empresa acumula uma inadimplência de R$ 1 milhão, por mês. Outra função da diretoria comercial será deixar a Casal adimplente com o INSS. Dessa forma, poderemos nos candidatar a receber verbas federais e fazer financiamentos internacionais?, frisou Vornei Mendes. Ele acrescentou que essa mudança foi feita de forma emergencial e que alterações na estrutura da Casal deverão acontecer. Porém, será feito, inicialmente, um estudo profundo para que as mudanças na estrutura da empresa aconteçam.

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