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Entidades querem boicote a concurso da sa�de

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A presidenta do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Edilma Albuquerque Barbosa, anuncia que vai estudar uma forma de correção para o piso de R$ 737,00, estabelecido no Plano de Cargos e Carreira da Secretaria de Saúde de Maceió, para o médico, por se tratar da mais baixa remuneração paga à categoria em todo o Estado, além de muito inferior ao valor defendido pela Federação Nacional dos Médicos, que é R$ 2.171,00. Edilma confessa ter ficado pasma quando viu o valor da proposta salarial no edital do concurso. ?Nós contestamos, mas o município alegou ser aquele o valor definido no PCC. Ou seja, há respaldo jurídico para esse salário, apesar de ser vergonhoso e imoral. Enquanto não conseguirmos torná-lo sem efeito, apelamos para que não apareçam candidatos ao concurso?, frisou. De acordo com a presidenta do Simed, após os descontos o salário deve ficar em torno de R$ 620,00. ?Com um vencimento ínfimo desses, ninguém vai exercer a medicina decentemente, como a profissão exige e como a população merece?, ressaltou Edilma, lembrando que a Federação Nacional dos Médicos está defendendo um piso de R$ 2.171,00, mas onde houver descumprimento a esse piso há de se criar mecanismos que permitam elevação do valor mediante gratificação por tempo de serviço e titulação, por exemplo. ?O caso do município de Maceió é gravíssimo porque a proposta veda, inclusive, essa possibilidade?. O presidente do Conselho Regional de Medicina, Emanuel Fortes, também enfatiza considerar o salário aviltante. ?Mesmo desempregado, o médico deve recusar o valor proposto pela Secretaria de Saúde de Maceió. Fica muito difícil lutar por melhoria depois que o profissional aceitar se submeter ao concurso ciente das condições. Se não aparecerem candidatos às vagas, a proposta será refeita?, alerta Emanuel. A presidenta da Comissão Organizadora do Concurso, Josefa Silvana de Almeida, disse que a Secretaria ofereceu o que tem condições de pagar. ?São mais de 300 vagas e o salário só seria ilegal se não constasse em lei municipal. A única chance de alterarmos será se o Congresso aprovar um piso nacional para a categoria. Nesse caso, por força de uma lei maior, teremos que criar mecanismos de adequação?, concluiu.

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