Cidades
Chuvas matam fazendeiro e levam medo ao Interior
DORGIVAL JÚNIOR MAIKEL MARQUES As chuvas que castigam o Interior de Alagoas provocaram ontem a morte do fazendeiro João Felinto, de 45 anos, morador do município de Senador Rui Palmeira. Ele e seu cavalo foram arrastados pela força da água que descia pelo Riacho Grande. Ainda pela manhã, a população encontrou o corpo do fazendeiro e do animal boiando nas águas do riacho. Os moradores também localizaram, desta vez com vida, outro homem que havia tentado atravessar de motocicleta o Riacho Urubu, em São José da Tapera. Levantamento do Grupamento de Bombeiros Militar (GBM) situado em Santana do Ipanema indica que outras três pessoas estão desaparecidas. O primeiro deles, identificado como Robério dos Santos (28), sumiu ao meio-dia de ontem, depois de desafiar as águas do Rio Ipanema, em Santana do Ipanema. Segundo o sargento Lenilson dos Santos, Robério pode ter morrido afogado quando tentava voltar à margem do rio. ?Ele desafiou a força da natureza e foi levado pela correnteza. Pode estar morto?, explicou. Ainda de acordo com informações da corporação, outros dois agricultores desapareceram na zona rural de Olivença. As primeiras informações indicam que foram ?engolidos? pelas águas da barragem que transbordou ontem pela manhã. Sertão As chuvas que voltaram a castigar o povo sertanejo no interior de Alagoas atingiram cinco cidades (Jacaré dos Homens, Batalha, Jaramataia, Olivença e Belo Monte), deixando vários moradores desabrigados. Os estragos maiores foram registrados na cidade de Jacaré dos Homens, onde as águas do Riacho Jacaré transbordou suas margens e invadiu as ruas situadas na parte baixa da cidade. Segundo dados da Defesa Civil estadual, que esteve na manhã de ontem percorrendo as cidades atingidas pelas chuvas, foram desabrigadas 42 famílias com oito casas destruídas, além de 34 que ficaram com a estrutura parcialmente danificada. De acordo com os moradores, a chuva teve início no fim da tarde de terça-feira, perdurando por, aproximadamente, duas horas. ?Depois disso, o Riacho Jacaré começou a subir e o açude da cidade rompeu inundando tudo?, disse a aposentada Maria José, acrescentando que uma destruição semelhante ocorreu na década de 30. Ontem, os moradores aproveitaram o dia de sol para limpar as casas e contabilizar os prejuízos com as chuvas.