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Cidades

Chuvas destroem 12 pontes no interior do Estado

FERNANDA MEDEIROS As fortes chuvas que têm caído em Alagoas, desde a última semana, já destruíram 12 pontes, três quilômetros de pavimentação e ainda inundaram várias ruas e casas em diversos municípios. Além desses estragos, três barragens transbordara

Por | Edição do dia 23/01/2004 - Matéria atualizada em 23/01/2004 às 00h00

FERNANDA MEDEIROS As fortes chuvas que têm caído em Alagoas, desde a última semana, já destruíram 12 pontes, três quilômetros de pavimentação e ainda inundaram várias ruas e casas em diversos municípios. Além desses estragos, três barragens transbordaram no município de Belo Monte. Houve também perdas de lavouras de milho e melancia e destruição de viveiros de peixes em Traipu. Os dados são parciais e foram fornecidos pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, sendo contabilizados até a última quarta-feira, já que a partir de hoje o órgão vai percorrer o interior do Estado, para fazer um levantamento geral da situação. De acordo com a Defesa Civil, os municípios mais atingidos são os de São José da Tapera, Maribondo, Traipu, Belo Monte, Olivença, Jacaré dos Homens e Batalha. Em São José da Laje, onde foi decretada situação de emergência, 37 casas foram danificadas e 36 destruídas; a rede de abastecimento de água da cidade foi danificada em cerca de 300m; e a de energia, em 150m; cinco pontes foram destruídas, assim como uma creche, uma capela e quatro casas comerciais, além de 3km de pavimentação. Em Maribondo, três casas foram danificadas, uma foi destruída e houve perda de bens e utensílios domésticos. Em Traipu, 20 casas foram totalmente destruídas, assim como duas pontes. Em Belo Monte, três barragens transbordaram e várias casas foram invadidas pelas águas. Em Olivença também houve alagamento em diversas residências. No município de Jacaré dos Homens, 34 casas foram danificadas e oito destruídas. As cabeceiras de pontes que dão acesso ao município também foram destruídas. Além desses danos, ocorreu a destruição de uma passagem de sinal e a rede de abastecimento de água potável foi parcialmente destruída. Em Batalha, 42 residências foram danificadas e oito foram destruídas. A rede de abastecimento de água do município foi 100% destruída e a rede de energia elétrica teve 200m destruídos. Além disso, cinco pontes desabaram. O total de vítimas das chuvas foi o seguinte: em São José da Laje, o saldo foi de uma pessoa morta 130 desabrigadas e 60 desalojadas; em Jacaré dos Homens, 200 pessoas estão desabrigadas; e em Batalha, 168 pessoas também estão desabrigadas. Maceió Na capital alagoana, a Defesa Civil não registrou ocorrências graves, além de alagamentos e inundações de casas e ruas situadas em bairros da periferia e nas consideradas áreas de risco. O órgão divulgou um mapa com todas as áreas de risco, com vulnerabilidade de ocorrências de escorregamentos, deslizamentos, inundações e enchentes. As que possuem maior nível de ameaça estão em Cruz das Almas, as grotas do Rafael e do Arroz; no Poço, as grotas do Reginaldo I e II; no Vergel do Lago, os conjuntos Virgem dos Pobres e Joaquim Leão; na Ponta Grossa, a Vila Kennedy I; no Pinheiro, a Favela do Borracheiro; parte do bairro do Jardim Petrópolis; na Pitanguinha, a Grota do Vale da Amizade; no Farol, a Vila Redenção (Bolão); no Jacintinho, as grotas do Cigano, Santa Rosa de Lima, Valdemar Ferreira, Alto da Boa Vista e todas as demais, além das encostas; no Sítio São Jorge, a encosta da Cobel; no Feitosa, as grotas Santa Rosa, Santo Antônio, Pau D’Arco, Moenda e Estrondo; no Barro Duro, as grotas do Pica-pau e do Aterro; no Tabuleiro, os conjuntos Graciliano Ramos e Salvador Lyra e o Distrito Industrial; no Benedito Bentes, as grotas da Paz e da Alegria; no Mutange, toda a encosta; e no Bom Parto, a Grota do Padre.

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