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Atividades no INSS podem ser paralisadas em mar�o

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem deflagrar uma nova greve a partir da segunda quinzena de março, caso o governo não atenda às reivindicações salariais da categoria. Ontem, eles paralisaram as atividades por 24 horas em apoio à greve dos médicos peritos da Previdência Social, que completa hoje 49 dias. A paralisação coincidiu com as comemorações pelos 81 anos de fundação da Previdência Social no Brasil, e acabou atrapalhando a mobilização dos servidores em alguns estados. Em Maceió, os segurados encontraram fechados os três postos do INSS: Ary Pitombo (Praça dos Palmares), Montemáquinas (Rua Boa Vista) e Jatiúca (Rua Dona Constância). No Ary Pitombo, só foi permitido o acesso dos segurados que participaram de uma palestra e um café da manhã em comemoração aos 81 anos da Previdência. No interior, segundo dirigentes do Sindiprev, foram feitas mobilizações em alguns municípios, mas a paralisação foi parcial. Além do apoio à greve dos peritos, os servidores do INSS cobram o cumprimento de um acordo feito pelo governo federal de aplicar uma extensão do adiantamento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria, de 47,11%, em quatro parcelas. ?Esse adiantamento é em função de uma ação judicial impetrada pelos servidores desde 1989 e, para ter direito a isso, o servidor tem que abdicar de qualquer gratificação?, reclama o diretor do Sindicato dos Previdenciários (Sindiprev), Cícero Lourenço. Perdas salariais A aplicação do percentual referente ao PCCS tinha sido a única vitória obtida, no ano passado, quando os servidores do INSS cruzaram os braços por 47 dias, entre os meses de julho e agosto. Segundo Lourenço, as perdas salariais da categoria chegam a 119%, referente à inflação acumulada dos últimos nove anos. No ano passado, o governo federal concedeu um reajuste de apenas 1% para os servidores. Este ano, de acordo com Lourenço, o governo acena um reajuste de apenas 1,9%. A possibilidade da deflagração de uma nova greve, por tempo indeterminado, será discutida durante a plenária nacional dos servidores do INSS, em Brasília, nos dias 12 e 13 de março. Já os médicos peritos não tiveram avanço nas negociações como o governo. ?O único avanço foi o corte dos salários dos grevistas?, ironizou Lourenço. Os médicos peritos recorreram à justiça federal contra o corte dos salários. Mas até agora a Justiça não se pronunciou sobre o pedido. Eles reivindicam a realização de concurso público e que o governo envie ao Congresso Nacional um projeto de regulamentação da carreira.

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