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Destina��o do lixo ainda n�o � priorit�ria

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Valmir Calheiros Dos municípios escolhidos para o diagnóstico elaborado conjuntamente pelos técnicos alagoanos e pernambucanos, afora a capital, seis estão no agreste, oito na zona sertaneja, sendo um deles banhado pelo Rio São Francisco (Pão de Açúcar), há três do Litoral Sul ? dois na região do Baixo São Francisco (Penedo e Piaçabuçu) e um lacustre (Marechal Deodoro). Há três da parte Norte do Estado (Barra de Santo Antônio, São Luiz do Quitunde e Porto Calvo) e 13 na região da Mata. Além dos já citados, encontram-se relacionados Anadia, Arapiraca, Atalaia, Batalha, Boca da Mata, Cajueiro, Campo Alegre, Capela, Colônia de Leopoldina, Coruripe, Delmiro Gouveia, Girau do Ponciano, Ibateguara, Joaquim Gomes, Lagoa da Canoa, Major Isidoro, Maragogi, Maribondo, Matriz de Camaragibe, Messias, Murici, Olho D?Água das Flores, Palmeira dos Índios, Pilar, Rio Largo, Santana do Ipanema, São José da Laje, São José da Tapera, São Miguel dos Campos, São Sebastião, Satuba, Teotônio Vilela, União dos Palmares e Viçosa. A maior parte desses municípios (31) tem o PIB menor que 1%, em seis o PIB não ultrapassa 2% e em apenas cinco o PIB é de mais de 2%; 37 têm os piores índices de desenvolvimento humano (IDH), e cinco representam 72,33% do PIB do Estado e exibem os maiores IDH. Outros dados O levantamento do IMA mostra que a maior parcela da população não considera como importante a destinação final do lixo, mas sim a varrição, à conservação das praças, à pintura dos meios-fios, as podas, a limpeza das ruas e logradouros públicos. A maioria das pessoas atuantes na área de limpeza urbana no Estado é composta por garis ? funcionários com nível básico - (87,9%), e apenas 18 prefeituras contam com profissionais de nível superior nesse campo. Destes últimos são 38, dos quais 14 pertencem aos quadros da prefeitura da capital, onde se achavam, por ocasião da pesquisa, 573 servidores de nível básico. As 42 prefeituras juntas empregam 3.280 pessoas deste segmento e 571 de nível médio, sendo 186 em Maceió. Em quatro dessas prefeituras existem só dois servidores de nível médio. Desses municípios, somente sete dispõem de caminhões compac-tadores. Os equipamentos mais utilizados na coleta são camin-hões, caçamba e tratores com carroceria. E só Maceió tem balança para pesagem do lixo. O percentual médio para os gastos com limpeza urbana é de 3,48% das dotações orçamen-tárias das prefeituras, com o detalhe de que os custos desse serviço são maiores nos muni-cípios de menor população. Em geral, esses custos têm sido acima dos valores encontrados em outros Estados do País, e que variam de R$ 25 a R$ 60 por tonelada. A maioria dos muni-cípios chega a ultrapassar essa faixa de variação nacional, ape-nas 13 possuem valores nesse intervalo e as demais têm valo-res mais altos, em muitos casos superando R$ 120 por tonelada. Também na maioria dos municípios o potencial de reciclável - resíduos com alguma possibilidade de aproveitamento ? não ultrapassa 17%. É bastante elevado o índice percentual de produto organizado incorporado à material inerte, como papel higiênico, fralda descartável e trapos, devido à coleta domiciliar ser realizada conjuntamente com o lixo público, dificultando a segregação. Ou ainda em decorrência de a coleta ser feita em comunidade de baixa renda, onde a maior parte dos sacos contém limpeza de quintal. Fatores que resultam na baixa reutilização do lixo para fins comerciais. Ainda em relação aos baixos teores de matéria orgânica, o trabalho do IMA destaca as cidades mais pobres da região sertaneja, explicando que a população retira boa parte para usar como ração animal e o desperdício de alimentos é bem menor que em outras regiões do Estado. Exceções O referido levantamento estima a geração de resíduos sólidos em 0,99 kg/hab/dia. Mostra que, no interior do Estado, à exceção de Arapiraca, os lixos dos estabelecimentos públicos e particulares da área de saúde não são coletados separadamente com os das ruas, das residências e de outros locais. Aponta as cidades de Lagoa da Canoa, Pão de Açúcar e Cajueiro, como as únicas sem referências negativas em relação aos impactos ambientais, por não terem lixões a céu aberto, mas aterros sanitários em áreas adequadas, aproveitamento adequado, serviços de coleta satisfatórios, e serviços de reciclagem e compostagem. E ainda destaca Cajueiro pelo fato de a prefeitura manter programas de geração de emprego e renda através de uma cooperativa de catadores.

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