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Alagoas ainda faz parte da zona de risco da febre aftosa

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FERNANDA MEDEIROS A carne bovina produzida em Alagoas só pode ser vendida aos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. Isso porque Alagoas, assim como esses estados do Nordeste ainda se encontram em zonas de risco da febre aftosa, mesmo sem que tenham sido registrados, num período de quatro anos, casos da doença no Estado. A informação foi dada pelo secretário-executivo da Agricultura, Severino Leão. Segundo afirmou, a carne do gado alagoano não pode ser vendida, por exemplo, para Sergipe, pois o Estado vizinho está em zona livre da aftosa. ?É uma questão de estabelecimento de normas por parte do órgão internacional que cuida da classificação da febre aftosa e que, lamentavelmente, esbarrou com esse problema no Nordeste. Por causa disso, os criadores e pecuaristas alagoanos estão sofrendo terrivelmente?, lamentou. ?É uma pena, pois o nosso rebanho tem uma genética com o nível dos melhores do País, mas, infelizmente, a nossa carne tem o preço menor do que os praticados em outros estados?, acrescentou. Para tentar erradicar esse problema de uma vez por todas e para que os técnicos da Secretaria de Agricultura tenham melhor estrutura para realizar com eficiência as ações do setor, ele informou que foi aprovado pelo Estado e pela Assembléia Legislativa crédito suplementar ao Orçamento do Estado, no valor de R$ 2,5 milhões. ?Ao longo do tempo, o Estado tem destinado poucos recursos para a Secretaria de Agricultura, que não pôde realizar um bom trabalho para atender ao setor. Em setembro passado, conversei com os deputados sobre a real situação e pedi-lhes apoio para que pudéssemos apresentar, via ALE, um suplemento ao Orçamento, a fim de garantir mais recursos para a agricultura, principalmente em termos de aquisição de veículos, computadores, sistema de informatização, entre outros, para dar as condições necessárias aos nossos técnicos e desenvolver as ações com mais eficiência?, explicou. Com os recursos que serão destinados à secretaria, Severino Leão afirmou que vai adquirir cerca de 50 novos veículos, 60 computadores com impressoras e implementos necessários às ações. ?Ainda neste mês estaremos promovendo medidas nesse sentido. É uma prioridade nossa?. Sobre o Programa do Leite, criado para atender às famílias carentes e amparar o mini e pequeno produtor de leite em Alagoas, o secretário salientou que a meta é aumentar a quantidade diária do leite distribuído no Estado, para 80 mil litros, a partir da renovação do convênio com o governo federal, no meio deste ano. ?Quando assumi a secretaria, o Estado arcava com todos os recursos destinados a esse programa. Eram 8 mil litros de leite diários, distribuídos à população carente. Fiz contatos com o governo federal, com o objetivo de obter recursos financeiros para serem somados com os do Estado e ampliar a distribuição. No fim do ano passado, a secretaria conseguiu elevar a quantidade de litros de leite, de 8 mil para 48 mil diários, o que será implementado até o fim deste mês ou início de fevereiro. Queremos que esse programa obtenha grande êxito e que possamos renová-lo, em maio ou junho, elevando os 48 mil litros de leite diários para 80 mil litros diários. Essa é a nossa meta?, revelou.

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