Cidades
Igreja Nova: temporal destr�i at� 80% da produ��o de arroz
FÁTIMA ALMEIDA Os prejuízos provocados pelas chuvas que inundaram partes do Estado nos últimos dias começam a ser contabilizados pelo governo. No Agreste e Sertão, áreas mais atingidas, os estragos se revelam principalmente na agropecuária, principais fontes de economia dessas regiões. Em Igreja Nova, cerca de 80% da produção de arroz do projeto Boacica se perdeu, segundo o secretário-adjunto da Agricultura, Hibernon Cavalcante. Mais de mil hectares de plantação dentro da área do projeto foram inundadas. Hibernon aponta grandes perdas também na produção de folhosas na região de Arapiraca, responsável por boa parte do abastecimento do Estado. Na região da bacia leiteira, os principais prejuízos estão na destruição de parte da malha viária, dificultando o escoamento da produção de leite, obrigando os produtores a arcar com deslocamentos maiores. De acordo com Hibernon, essa foi a maior densidade de chuva dos últimos 40 anos, destruindo estruturas montadas próximas às margens de rios como o Ipanema. Currais, áreas de processamento de produção e instalações diversas foram levadas pelas águas. Além dos prejuízos imediatos o secretário aponta outros, como a erosão, que segundo ele carreou séculos de formação do solo para as águas dos rios Ipanema e São Francisco, prejuízo que o sertanejo que trabalha na agropecuária vai sentir a longo prazo. ?Isso acontece porque o solo sertanejo está desnudo, não só pelas longas estiagens mas também por causa do desmatamento excessivo. O solo do Sertão é raso e não pode ficar desnudo?, salienta Hibernon Cavalcante. Na zona da Mata, observa o secretário, os prejuízos para a lavoura foram menores porque as chuvas caíram em menor densidade, mesmo assim algumas usinas do setor sucroalcooleiro tiveram que parar sua produção por alguns dias por causa da dificuldade de colheita provocada pelas chuvas.