Cidades
Defesa Civil aguarda dados das prefeituras
Os números da Coordenação da Defesa Civil em relação aos estragos causados pelas chuvas ainda não foram contabilizados. Muitos municípios ainda estão fazendo levantamentos e alguns permanecem na expectativa da extensão do desastre, com as chuvas que continuam a cair. Mas já há indicativos de que os governos federal e estadual terão que investir muito na recuperação de pontes, na malha viária e na construção de unidades habitacionais. Os municípios, segundo relatos dos prefeitos, há meses vivem dificuldades, iniciadas com a queda do FPM que atingiu a maioria, e agravadas com as despesas de fim de ano, entre elas o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores. ?Não temos dinheiro. Dependemos dos governos federal e estadual para recuperar as perdas?, afirma a prefeita de São José da Tapera, Edneusa Ricardo. Com ela faz coro o prefeito de São José da Laje, Márcio Lyra. Um a um, os prefeitos relatam prejuízos com os quais não podem arcar. Em Pão de Açúcar, segundo o prefeito Jorge Dantas, duas pontes foram destruídas, deixando comunidades totalmente isoladas. Mais de 70 casas caíram ou foram parcialmente destruídas. Em Olho D?água das Flores, os estudantes da zona rural estão sem acesso à escola porque as estradas ficaram intransitáveis. ?Só a cavalo ou a pé, e com muita dificuldade?, diz o secretário de Administração do município, Francisco Sampaio. Segundo ele, não há desabrigados, mas os estragos na malha viária são consideráveis. Em Jacaré dos Homens, três escolas estão ocupadas com desabrigados. Há uma semana o município estava em estado de emergência por causa da seca, a exemplo da maioria dos municípios do sertão alagoano. Em Santana do Ipanema foi decretado estado de calamidade pública. A cidade tem cerca de 800 desabrigados e desalojados.