loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Adutora do Agreste volta a abastecer munic�pios

Ouvir
Compartilhar

ANA MÁRCIA Após treze dias sem água em 10 municípios, com uma população equivalente a 300 mil pessoas, a Casal restabeleceu, no início da noite de segunda-feira, o fornecimento de água através da Adutora do Agreste, rompida no dia 14 em função das fortes chuvas na região. Segundo informações do diretor de Operações da Companhia, Walace Padilha, a estação de tratamento também voltou a funcionar, mas ele recomenda a lavagem de caixas-d?água e outros reservatórios, para receber água limpa e tratada, em função da elevada sujeira no Rio São Francisco. ?As águas estão muito sujas, inclusive com material em suspensão levado pelos riachos?, diz Walace Padilha. Apesar do retorno às atividades, as obras de recuperação da Adutora do Agreste não foram concluídas. As chuvas danificaram quatro trechos da adutora. Um deles, de 700 milímetros de aço, teve as colunas derrubadas pela força das águas. Os outros três trechos atingidos são de ferro fundido com 400 milímetros cada um. ?A parte de sustentação foi recuperada de forma provisória: ainda há água nos riachos, que impede a conclusão dos trabalhos, por isso foi feito um escoramento, esperando-se assim que o tempo melhore, para erguer novas colunas, de forma definitiva?, explica Walace Padilha. A direção da Casal espera ter condições de iniciar as obras de recuperação definitiva na próxima semana. Sobre denúncias de que o rompimento na Adutora do Agreste, que tem 12 anos de atividades, teria sido provocado por falta de manutenção, o diretor da Casal observou que a manutenção referida é contra a corrosão, mas o problema ocorrido foi o tombamento de colunas devido às fortes chuvas. A manutenção contra corrosão, ele admite, tem sido realizada de forma parcial. Bacia Leiteira Já o abastecimento d?água em parte da Bacia Leiteira de Alagoas e da região servida pela Adutora Olho D?Água das Flores/Santana do Ipanema, está sendo feito de forma emergencial através de mangotes plásticos. Essa foi a solução inusitada, encontrada pela Casal, até que as águas dos rios e riachos baixem de nível e permitam recuperar as adutoras. De acordo com o diretor Walace Padilha, esses são hoje os pontos mais críticos do Estado e continuam sem abastecimento. Em Santana do Ipanema, estima-se que mais de 40 metros de tubulação, com 350 milímetros, foram arrastados pela correnteza do Rio Ipanema, mas até a última segunda-feira o rio não havia baixado, estava com dois metros acima do nível e sem qualquer condição para o acesso de técnicos e a recuperação do trecho da adutora, que continua submerso. Um outro trecho de adutora compreendido entre Jacaré dos Homens e o município de Batalha foi refeito e voltou a operacionalização, mas o Povoado Capelinha, na Bacia Leiteira, continua sem água. Enquanto soluções definitivas não acontecem, o povo sertanejo vive mais um drama: depois da seca, enfrentando a sede e a fome, continua sem água porque choveu em abundância num período em que tal ocorrência não é provável e poderá continuar com fome, já que plantações inteiras foram arrasadas pelo excesso de chuvas. Muitas comunidades estão sendo abastecidas ainda pelos seus ?velhos? conhecidos carros-pipa, coordenados pelo Exército. Segundo Walace Padilha, lideranças políticas da região vêm procurando a Casal para reverter as atividades dos carros-pipa: da seca para as enchentes, abastecendo as sedes municipais, uma vez que, em muitas regiões, as barragens estão cheias e sem acesso aos carros. O trabalho porém não é direcionado pela Casal. Enquanto o tempo não permite obras permanentes no Sertão e Bacia Leiteira, a Companhia consulta fornecedores de mangotes plásticos, numa solução emergencial para o problema de falta d?água causado pelas enchentes na região.

Relacionadas