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Sindicato descarta redu��o no pre�o da gasolina

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Em Alagoas não há perspectiva de queda no preço do combustível, como afirmou ontem Roberto Mascarenhas, da direção do Sindicato dos Proprietários de Postos, alegando ter havido deflação de R$ 0, 21 no litro do produto, nos últimos doze meses. Segundo ele, com a instabilidade do dólar, se algum Estado baixar o preço do combustível o consumidor deve desconfiar, uma vez que a Petrobras também não baixou o custo da mercadoria e todas as tarifas se mantêm inalteradas. ?Pode estar havendo adulteração e/ou sonegação de impostos porque as distribuidoras repassam o mesmo preço para todos nós. Não dá para baixar o custo ao consumidor?. O litro da gasolina baixou 4% nos postos da grande Recife durante a última semana, basicamente em função da concorrência. De acordo com a pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio ficou em R$ 1,95, contra R$ 2,03, praticado na semana anterior nos 84 postos da capital. Roberto ressalta que hoje o mercado alagoano recuperou a credibilidade, tendo o combustível citado entre os cinco melhores do País, nas pesquisas de análise do produto. Alagoas tem pouco mais de 300 postos, sendo 130 só na capital, cada um com consumo médio de 80 mil litros cúbicos ao mês, conforme revela Mascarenhas, enfatizando que o setor não sonega imposto e prima pela qualidade do combustível. ?Desenvolvemos a campanha Posto Nota 10, em convênio com a Secretaria da Fazenda e a Agência Nacional de Petróleo, para acabar com qualquer dúvida sobre a procedência e qualidade da mercadoria. Trabalhamos sério, daí por que é inviável reduzir custos?. Em janeiro de 2003 o litro da gasolina era, em média, R$ 2, 34. Atualmente é de R$ 2,13. Roberto lembra que as vendas através de cartões de crédito predominam, mas os donos dos postos pagam 3% da taxa de administração por trabalhar com essa modalidade de pagamento e só recebem o dinheiro da venda 31 dias após. ?Outro agravante é que, além do ICMS deixado no Estado, pagamos R$ 0,54 à Petrobras por litro vendido?. Essa é outra justificativa do sindicalista para o preço do combustível não cair na capital alagoana. O consumidor alagoano, no entanto, não está convencido de que paga mais caro que o consumidor pernambucano porque tem a garantia de um produto de melhor qualidade. ?O comércio de gasolina adulterada existe. É uma realidade que nenhum sindicato pode negar. Mesmo com a campanha de-senvolvida nos postos, a adulteração ainda é uma prática?, defende Raimundo Oliveira, profissional liberal. ?Ninguém vai acreditar que a gasolina comercializada no Estado vizinho seja toda irregular, simplesmente porque os postos reduziram os preços. É uma piada!?, critica a secretária Soraya Brandão.

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