Cidades
Dnocs suspende amplia��o de a�udes no Estado
ANA MÁRCIA As fortes e inesperadas chuvas de janeiro obrigaram a coordenação regional do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) em Alagoas a paralisar as atividades de limpeza e ampliação de açudes, barragens e barreiros em todo o Estado. Nesta época do ano, de verão forte, seria comum preparar a zona rural para o inverno, quando o sertanejo, num misto de esperança e incertezas, espera as chuvas para encher seus reservatórios. Mas a terra excessivamente molhada impede, neste início de ano, a ação dos tratores de esteira do Dnocs. Pelo menos 80 obras de manutenção foram realizadas anteriormente, sobretudo no sertão alagoano. Segundo informações de Ronivo Ferreira, assessor do Dnocs, com sede no município de Palmeira dos Índios, o representante de Alagoas, Rogério Casado, viajou para Fortaleza, onde participará de uma reunião com todos os coordenadores do órgão, que é ligado ao Ministério da Integração Nacional. Em pauta, a nova estrutura do departamento, projetos e investimentos para 2004. Um dos pontos de discussão será um projeto de piscicultura para Alagoas, assim como o trabalho de manutenção de obras e de perfuração de poços artesianos. A máquina utilizada na abertura de poços não está funcionando e este serviço também foi paralisado, significando a inoperância de mil destes poços em todo o Estado. O Dnocs é a mais antiga instituição federal com atuação no Nordeste, dentre os órgãos regionais. Foi criado em 1909, pelo então presidente Nilo Peçanha. Inicialmente, recebeu a denominação de Inspetoria de Obras Contra as Secas, constituindo-se no primeiro órgão a estudar a problemática do semi-árido brasileiro. Representou a única agência governamental federal executora de obras de engenharia na Região Nordeste, até 1959. Durante meio século fez de tudo: açudes, pontes, portos, ferrovias, hospitais e campos de pouso. Implantou redes de energia elétrica, telégrafos e usinas hidrelétricas. Até a criação da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), foi o único responsável pelo socorro às populações flageladas pelas cíclicas secas na região.