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Maternidades est�o sem medicamento para gestante

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FÁTIMA ALMEIDA A falta de uma medicação essencial para os trabalhos de parto está aumentando o nível de risco para as parturientes nas maternidades alagoanas. A droga Ocitocino, utilizada para contrair o útero após o parto, evitando hemorragias, é tão importante que a sua falta pode até determinar o fechamento de uma maternidade. ?Não é só para parto de alto risco. Toda mulher, em qualquer maternidade, tem que usar essa medicação após o parto, caso contrário ela corre riscos muito sérios. Se não conseguirmos repor o estoque vai ser um caos?, afirma a obstetra Laura Dantas, diretora da Maternidade Santa Mônica. Desde o segundo semestre do ano passado a dificuldade em adquirir o produto tem sido crescente para as maternidades públicas e privadas. O problema, segundo afirmam os dirigentes dessas unidades, é a falta de oferta. O remédio praticamente sumiu do mercado. A informação dos fornecedores aos hospitais é de que falta matéria-prima para a produção. Permuta No começo do problema com o fornecimento da droga as maternidades estavam recorrendo umas as outras para suprir a carência. ?A gente liga para saber quem tem, pede emprestado ou até manda a parturiente para a maternidade que dispõe do medicamento?, afirma uma funcionária do Hospital São Rafael, que preferiu não se identificar. O indicativo é de que a maioria já não tem mais Ocitocino. Em novembro do ano passado a Secretaria Estadual de Saúde forneceu um suprimento para a Maternidade Santa Mônica, que acabou socorrendo vários hospitais, emprestando o medicamento enquanto a situação de distribuição se normalizava. Estoque no fim Mas até agora ela só se agravou, e o pior é que o estoque da Santa Mônica também está no fim. O uso do Ocitocino, segundo estudos, como parte do controle ativo do terceiro período do trabalho de parto, associa-se com uma redução significante do risco de hemorragia pós-parto. ?Não temos mais condições de emprestar e já corremos sério risco de ficar sem estoque?, informa Rejane Calheiros, assessora administrativa da maternidade, responsável pelo controle de estoque de medicamentos. Ela informou que os contatos com os laboratórios têm sido incessantes, mas até ontem não havia resposta positiva em relação à normalização do fornecimento.

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