Cidades
Infraero teme que aterro gere risco aos v�os
A Superintendência da Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) também se mostra preocupada com a possibilidade de instalação do aterro sanitário de Maceió numa área a poucos mais de 10 quilômetros do Aeroporto Zumbi dos Palmares, como foi anunciado, esta semana, pela Prefeitura. O superintendente em exercício da Infraero em Alagoas, Papilon Melo, explicou, ontem, que se o aterro sanitário for configurado como determina a legislação ambiental, não oferece riscos para a segurança dos vôos. ?Só que a experiência de aterros sanitários em outros estados mostra que eles nem sempre operam como deveriam?, enfatiza. A maior preocupação da Infraero é com relação à segurança dos vôos, pois qualquer lugar onde há presença de lixo é um foco atrativo para pássaros, principalmente urubus. Segundo Papillon, por medida de segurança esses focos de lixo devem ficar, no mínimo, a 20 quilômetros do aeroporto. Hoje, o aeroporto já enfrenta problemas com o lixão de Rio Largo e alguns pontos de acúmulo de resíduos no Benedito Bentes. ?A possibilidade de instalação do novo aterro sanitário de Maceió agora passa a ser mais uma grande preocupação?. Ele esclareceu que cabe ao Comando Militar Aéreo Regional (Comar), sediado no Recife, dar um parecer final sobre a questão, caso seja realmente escolhida uma área muito próxima ao aeroporto para instalação do aterro. ?A Infraero atua apenas como consultora, já que existe a preocupação com a questão da segurança dos vôos?. A preocupação aumenta com a inauguração do novo terminal de passageiros do aeroporto, previsto para dezembro, que fica ainda mais próximo da área provável do futuro aterro. A Infraero integra um programa de Perigo Aviário, que tem como objetivo controlar as questões que oferecem risco aos vôos, como é o caso dos pássaros. Neste ponto, a instalação de um aterro sanitário iria contra as metas do programa. Ele afirmou que vários incidentes já foram registrados por causa de pássaros na área do aeroporto. O mais grave ocorreu em maio de 2000, quando o choque com um pássaro provocou sérios danos a uma aeronave militar.