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Chuvas inundam mercado e isolam ruas do Centro

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ANA MÁRCIA FERNANDA MEDEIROS Os bairros da área baixa da capital alagoana enfrentaram mais uma manhã de caos no dia de ontem com as persistentes chuvas de janeiro. O Mercado da Produção ficou inundado, chegando a um metro d?água, que banhou o balcão das tarimbas e inviabilizou a comercialização. A insatisfação foi geral entre os feirantes, sobretudo por tratar-se de uma sexta-feira, quando muitos clientes optam por antecipar as compras da semana seguinte. ?Tudo ficou paralisado com tanta água, ninguém vendeu nada, até mesmo por falta de acesso e os comerciantes tiveram que guardar suas mercadorias rapidamente para não perdê-las?, reclamou o vendedor Policarpo Silva. O estacionamento também ficou alagado. As fortes chuvas acabaram interditando três ruas paralelas que fazem o escoamento do trânsito da região do mercado, provocando engarrafamento na área. O trecho mais baixo das ruas Cincinato Pinto, Barão de Alagoas e Fernandes de Barros ficou intransitável. Os motoristas que se aventuraram a passar ficaram com os seus veículos no meio da água, inclusive um caminhão que teve de ser rebocado da Cincinato Pinto. O problema é crônico, causado pela falta de estrutura de absorção das águas que descem da parte alta da cidade, principalmente do Farol. A Cincinato Pinto, a primeira das três ruas, localiza-se por trás do Palácio dos Martírios, onde funciona o Soprobem, Procon, Secretaria do Planejamento, estabelecimentos comerciais e um posto de atendimento da Ceal, cujos funcionários estavam no meio da rua, sem condições de entrar para trabalhar. ?Todos os dias de chuvas resultam nessa inundação, porque o trecho recebe todas as águas dos bairros mais altos e não tem como escoar: falta limpar as galerias e ampliar o sistema de canalização de águas das chuvas?, disse o funcionário da Ceal, Demócrito Gomes. Enquanto as águas não baixaram, o engarrafamento a partir da Rua Francisco de Menezes causou impaciência a todos que ali passavam. Integrantes da Comissão Municipal de Defesa Civil estiveram vistoriando regiões passíveis de alagamentos no Dique Estrada. Nas proximidades da Vila Brejal, com a subida de nível da Lagoa Mundaú, a água atinge, de forma rápida, os casebres, com riscos para os moradores da beira da lagoa. As chuvas também dificultaram o tráfego de veículos no Centro. A falta de visibilidade e uma grande quantidade de água acumulada em alguns trechos dos principais corredores de trânsito levaram os motoristas a fazer manobras arriscadas. Foi registrado engarrafamento nos acessos à parte baixa da cidade. Alerta A Comissão Municipal de Defesa Civil permanece em estado de alerta em relação às fortes chuvas que voltaram a cair com grande intensidade por todo o dia de ontem, em Maceió. ?Estamos atentos no sentido de atender a possíveis chamados da população?, informou o coordenador da Defesa Civil municipal, Galvacy de Assis. Mas, apesar do volume de águas, o órgão não recebeu nenhum chamado de emergência, durante o dia de ontem. Galvacy disse que, na madrugada da terça-feira para a quarta-feira, foram registradas apenas duas ocorrências, na Grota do Rafael, onde havia duas casas em risco de desabamento. ?Mas as famílias já foram devidamente acomodadas e a Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) acabou com o risco, demolindo as casas. ?Com esses dois casos somados a três registrados no início deste mês, há um total de cinco ocorrências. Fora isso, apenas alagamentos em ruas do centro da cidade e em algumas ruas de bairros periféricos?, informou. Galvacy explica que a comissão conta com o trabalho da SMCCU, das superintendências municipais de Obras e Urbanização (Somurb), de Limpeza Urbana (Slum), de Coordenação das Regiões Administrativas (Semcras) e de Cidadania e Assistência Social (Semcas), além do Corpo de Bombeiros, que dá o suporte fundamental. O coordenador da Defesa Civil municipal recomendou que, em razão das chuvas, as famílias residentes em áreas de risco deixem esses locais e procurem casas de parentes ou amigos, a fim de evitar acidentes com vítimas fatais. ?As previsões indicam que há uma frente fria e vamos permanecer em alerta máximo?, afirmou, acrescentando que, entre os locais considerados áreas de risco, estão Chã de Bebedouro e as grotas do Rafael, da Alegria, do Moreira e do Estrondo. Muitas áreas dos bairros localizados na parte alta da cidade ficaram inundados com as chuvas desde as primeiras horas da manhã. No Clima Bom, por exemplo, o principal corredor de transporte foi transformado num lago, obrigando os motoristas a procurar desvios para não correr o risco de encalhar na pista. No Conjunto Osman Loureiro, um dos pontos crônicos para alagamentos, os moradores tiveram dificuldades de sair de casa em função da quantidade de água acumulada nas portas.

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