Cidades
Construtoras buscam novas �reas para expans�o
O novo Código de Edificações e Urbanismo manteve o mesmo número de pavimentos para os prédios construídos na orla marítima de Maceió, com a limitação de seis andares na faixa de frente para o mar, e tendo a altura limitada pelo cone do farol da Marinha. Segundo Leonardo Florêncio, superintendente da Ademi, criou-se um mito que prédios mais altos na orla iriam criar um paredão e dificultar a ventilação. Ele argumenta que o que resulta na falta de ventilação é a ausência de espaço de recuo entre um prédio e outro. ?Os prédios poderiam ser mais altos e ter um espaço de recuo maior entre um e outro, o que garantia essa ventilação? explica. Diante dessas limitações, os construtores vêm trabalhando para buscar novas áreas de expansão, como no litoral norte e, futuramente, até a orla lagunar poderá ser uma opção. Enquanto isso não acontece, os moradores de muitos bairros ficam espremidos entre os altos prédios de apartamentos. O fim da privacidade também é apontado como outro motivo que tem levado muitos moradores a se desfazerem das casas nessas regiões. Muita gente, no entanto, tem optado por morar em apartamentos por outros fatores, como a segurança. Foi o caso do engenheiro Marcos Carnaúba. Ele morava numa casa em Ponta Verde, mas decidiu trocá-la por um apartamento há mais de dois anos. E não se arrepende da troca. ?Tinha um cão de guarda e fui roubado; depois tive que colocar um sistema de segurança na casa e vivia sempre sobressaltado?, diz Carnaúba. No apartamento, ele se sente mais seguro. ?Acho muito melhor morar em apartamento, o único cuidado que temos é em relação aos vizinhos para não incomodá-los?. A relação com a vizinhança é outro comportamento que vem mudando nos bairros considerados nobres. Hoje, os contatos com os vizinhos praticamente não existe. Só em bairros da periferia, ainda é possível encontrar pessoas nas portas ?jogando conversa fora?. As crianças também mudam comportamentos considerados ?próprios da idade? para viver ?bem? nos prédios residenciais, mas reclamam das proibições, que são muitas, para respeitar o espaço vizinho. Hoje, as escolas são substitutas do espaço que elas não têm em casa.