loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Tubula��o rompe e amplia cratera no Benedito Bentes

Ouvir
Compartilhar

FÁBIA ASSUMPÇÃO Devido ao grande volume de água das chuvas, uma tubulação da Companhia de Abastecimento de Água e Saneamento de Alagoas (Casal) rompeu, na noite de domingo, aumentando a erosão na ?Grota da Paz?, no final da Avenida Pratagy, no Benedito Bentes. Moradores de três casas tiveram que abandonar, às pressas, os imóveis ameaçados de serem engolidos pelo buraco. Duas outras casas, construídas onde antes era uma área verde, também estão condenadas. O Ministério Público ameaça entrar com a cobrança de uma multa de 10 salários mínimos contra a prefeitura, se o prazo de 50 dias para a conclusão das obras de colocação de tubulações para o desvio de águas pluviais tiver sido descumprido. ?Como o Ministério Público voltou do recesso hoje, vou conferir o processo e verificar se o prazo dado à prefeitura para concluir a obra já está expirado, para cobrar a multa?, explicou o promotor Afrânio Roberto Queirós, da Promotoria Coletiva Especializada em Defesa do Meio Ambiente, que fez uma visita ontem ao local da erosão. Ele explicou que, em dezembro do ano passado, o Ministério Público entrou com uma Ação Civil Pública e conseguiu uma liminar na Vara da Fazenda Municipal, estabelecendo um prazo de 50 dias para que a prefeitura concluísse a obra para conter a erosão. As obras foram iniciadas em janeiro do ano passado, mas há quatro meses foram paralisadas. O promotor não descarta a possibilidade de que a prefeitura possa vir a sofrer uma intervenção, caso a obra não seja concluída. ?Podemos entrar com uma ação de improbidade administrativa contra a prefeitura, caso a obra não venha a ser concluída?, advertiu o promotor. O prefeito comunitário do Benedito Bentes, Silvânio Barbosa, esteve no local e teve que ouvir os desabafos dos moradores contra a morosidade da prefeitura para resolver o problema, que se arrasta há oito anos. Segundo Silvânio, em contato com o secretário executivo da Infra-Estrutura, Carlos Alberto Freitas, ele foi informado de que o Estado vai assumir a obra para recuperação da área, envolvendo recursos de mais meio milhão de reais. Já a construção da nova galeria de águas pluviais deve absorver cerca de R$ 200 mil. O coordenador da Defesa Civil Municipal, Galvacy de Assis, argumenta que o processo de erosão na área teve início em 1995, quando o proprietário de uma padaria instalada no local retirou o meio-fio para desviar os esgotos da porta de sua casa. A partir daí, houve o rompimento de uma tubulação de água da Casal, que ampliou ainda mais a erosão.

Relacionadas