Cidades
Meningite mata crian�a em S�o Jos� da Laje
FÁTIMA VASCONCELLOS A diretora do Laboratório Central de Alagoas, Telma Pinheiro, disse que foram comprovados até ontem cinco casos de hepatite A e um de meningite menigocócica, procedentes de São José da Laje, em exames realizados após as chuvas que têm caído no Estado desde janeiro. Ela enfatizou que o Lacen se limita a fazer o diagnóstico, encontrando-se devidamente preparado para a demanda, competindo aos gestores da Saúde o tratamento dos casos. Segundo a coordenadora do Serviço de Epidemiologia do Estado, Cleide Moreira, ?os cinco casos de hepatite A foram medicados, inclusive os pacientes estão curados. Já o paciente de meningite, uma criança de quatro meses de idade, faleceu há cerca de dez dias. Infelizmente, a mãe não levou a criança ao médico logo no início dos sintomas e a doença tomou proporções graves. ?Foram feitos diversos procedimentos para salvar a criança, mas ela não reagiu?, disse Cleide, alegando que por razões éticas não pode revelar nome de pacientes. Bloqueio Segundo ela, um trabalho de bloqueio realizado pela equipe de Epidemiologia da Secretaria de Saúde do Estado na casa dos pais da criança, em São José da Laje, evitou, até agora, o surgimento de novos casos de meningite. A doença, na forma meningocócica, é transmissível de pessoa para pessoa através do espirro, tosse e contato íntimo, como o beijo. A bactéria da meningite meningocócica é tão antiga quanto à humanidade e, quando infecta o indivíduo, a bactéria tende a ir para o cérebro, mas antes fica alojada na garganta. Nessa fase, ocorre a contaminação com as pessoas mais próximas. Por isso, o paciente tem que ficar isolado durante o tratamento. ?Também pode ocorrer de alguém ter a bactéria e não desenvolver a doença, embora fique transmitindo-a no meio onde convive. A meningite não é de veiculação hídrica. Ela não tem relação com a chuva. A única relação entre a doença e as chuvas é que normalmente as pessoas ficam mais juntas, aglomeradas, dividindo o mesmo espaço físico, em dias chuvosos, e, em conseqüência, ocorre maior risco de contaminação. ?Basta o infectado espirrar para transmitir a doença. Quanto menor a defesa imunológica, maior a chance de contrair a doença?, esclareceu Cleide. O diretor-geral do Hospital Hélvio Auto, Marcelo Constant, referência para esse tipo de doença, afirmou que ainda não houve, este ano, um caso sequer de internação decorrente de doenças de veiculação hídrica, tampouco de meningite. ?Os casos de hepatite C podem ser tratados em casa. Já no caso da meningite meningocócica, é necessária internação hospitalar, além de também haver o bloqueio, com antibiótico, em pessoas mais próximas do paciente?, explica. A vacina só é recomendável quando há mais de três casos comprovados.