Cidades
Servidores querem discutir na ALE d�bitos do governo
Lideranças do Movimento Unificado dos Servidores Públicos vão amanhã à Assembléia Legislativa (ALE) para solicitar à Mesa Diretora a convocação de uma sessão especial para discutir o pagamento dos débitos trabalhistas do governo com o funcionalismo público. As entidades pleiteiam a edição, pelo governo do Estado, de um decreto regulamentando a negociação, por empresas importadoras, das dívidas cujas ações já tenham transitadas em julgado, e não apenas o das já transformadas em precatórios, como define o decreto assinado no final do ano passado pelo governador do Estado. Reunidas ontem na sede do Sindicato dos Fiscais de Renda (Sindifisco), as lideranças dos servidores decidiram retomar a mobilização depois do fracasso das tentativas de audiência com o secretário da Fazenda, Sérgio Dória, e do cancelamento da sessão especial que deveria ter acontecido na Assembléia Legislativa. O Movimento Unificado dos Servidores também aprovou, na reunião de ontem, o indicativo de assembléia geral com todas as categorias do funcionalismo para a segunda quinzena deste mês, após o reinício dos trabalhos legislativos, a fim de discutir novas estratégias de luta. Segundo a sindicalista Lenilda Lima, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal), a avaliação dos servidores é de que o decreto editado no passado perdeu sua eficácia, já que nenhuma empresa demonstrou interesse em adquirir os precatórios por conta do baixo valor a ser comercializado, cerca de R$ 100 milhões. As entidades, que já contam com o apoio manifesto dos deputados estaduais, estimam que, além dos cerca de 300 servidores contemplados pelo decreto do ano passado, outros 16 mil venham a ser beneficiados com a inclusão, na lei dos precatórios, das ações já transitadas em julgado, ?o que, sem dúvida, aumentaria o interesse das empresas?, frisa Lenilda Lima. Além da sessão especial na ALE com a participação dos advogados das entidades e do secretário Sérgio Dória, os servidores também vão insistir em conseguir uma audiência com o governador Ronaldo Lessa.