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Balne�rios come�am a se preparar para o carnaval

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FÁTIMA ALMEIDA O clima de carnaval já começa a mudar a rotina de alguns balneários alagoanos. Barra de São Miguel, Paripueira, Francês, Barra de Santo Antônio são pontos sempre procurados por quem quer curtir, ao mesmo tempo, sol, praia e muita animação ? de preferência na companhia dos familiares e amigos. Pela tradição das últimas décadas, durante o reinado de Momo Maceió entra em férias; é um deserto só. É só começar a semana de carnaval que todo mundo só pensa em arrumar a mochila, lotar o carro e pegar a estrada na rota da folia. Antes de qualquer coisa, deve-se fazer um planejamento básico que inclua pelo menos alguns itens. Tão importante quanto decidir para aonde ir é saber como chegar; como se alimentar; onde se hospedar; quanto custa; e se encontrará acomodações adequadas. Em alguns locais, como a Barra de São Miguel, no Litoral Sul, já não é tão fácil encontrar hotel, pousada ou casa para alugar por temporada. Mesmo quem está pensando em ir para ficar na casa de amigos é bom se articular e não chegar de surpresa ? corre o risco de não encontrar vaga nem para se encostar com um travesseiro. De acordo com as projeções de moradores do local, a população costuma quadruplicar durante o carnaval, e a expectativa da prefeitura para este ano é das melhores. A amostragem está na superlotação registrada na alta temporada (dezembro e janeiro), mesmo com as chuvas. A prefeitura já se prepara com uma infra-estrutura que envolve não apenas palco, camarotes, espaço para o desfile de blocos e bandas para animar os foliões. Alternativas de trânsito e de estacionamento já estão sendo organizadas e medidas preventivas contra quedas no abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica estão sendo adotadas. ?Já tivemos muitos problemas com água, mas a prefeitura vem resolvendo isso, instalando bombas de captação?, informa Ana de França, da equipe da secretaria de Turismo do município. Segundo ela, um verdadeiro batalhão está sendo mobilizado para cuidar de tudo que é necessário à satisfação dos visitantes, sem prejudicar os nativos. Isso inclui um plantão permanente da Ceal para sanar imediatamente eventuais quedas de energia. Quase lotado Praticamente todas as pousadas e hotéis da Barra de São Miguel estão trabalhando com pacotes fechados, com preços que variam entre R$ 800 e R$ 1.500 por apartamento de casal, para o período de 20 a 25 de fevereiro (sexta à tarde até quarta-feira de cinzas ao meio-dia), com direito a café da manhã. De acordo com Rosane Araújo, proprietária da Pousada Brisa Mar, o preço é um pouco acima do trabalhado na alta temporada. ?É a diária mais cara do ano?, admite. Mas isso nem chega a assustar a clientela. Faltando quase 15 dias para o carnaval, a Brisa Mar e muitas outras pousadas e hotéis da Barra já não têm mais vagas. Uma outra opção bastante encontrada na cidade são as residências, algumas alugadas a preço de ouro. Paga-se na Barra entre R$ 600 a R$ 5 mil por uma casa durante os cinco dias de carnaval, dependendo do tamanho do imóvel e da sua localização. Mas também já não é fácil encontrar uma casinha de bobeira a essa a altura. Para os mais aventureiros, resta a opção de uma barraca de camping na beira da praia, onde o mar oferta a água para o asseio diário, ou a coragem de cair na folia e dormir ao relento. Não faltam adeptos dessa modalidade. Folia e sossego Para quem optar pela Praia do Francês, também no Litoral Sul, ainda é possível encontrar lugar para ficar. Há várias opções de pousadas, hotéis e residenciais que ainda não fecharam a lotação para o carnaval. Os pacotes para o período de 20 a 25 de fevereiro variam entre R$ 500 a R$ 900 para o casal, com alternativa, em algumas, de poder levar mais uma pessoa. Também no Francês já se pratica em escala considerável o aluguel de imóveis por temporada. Um quitinete (apartamento com um quarto, sala e cozinha) pode ser alugado a R$ 800 durante o carnaval. Com jeito, dá para acomodar bem quatro pessoas. A Praia do Francês fica a nove quilômetros do QG do frevo, montado no centro histórico de Marechal Deodoro. Desvantagem para quem não consegue desgrudar o pé da batucada, mas uma boa opção para quem, além de frevo e praia, quer tempo e tranqüilidade também para descansar nos intervalos. No Francês não vai ter barulho de trio elétrico, nem durante o dia, nem à noite, pelo menos segundo a programação oficial da prefeitura. Já o carnaval da cidade tem programação praticamente o dia todo, numa mistura de frevo, desfile de blocos e escolas de samba, apresentações folclóricas e axé music, que têm atraído multidões. No Litoral Norte Na Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte, a situação é praticamente idêntica em relação a Marechal Deodoro. A cidade é dividida pelo rio em duas ? Barra 1 ? na margem esquerda, de quem sai de Maceió, e Barra 2. A maior movimentação é nesta última, mais conhecida como Ilha da Croa, onde encontra-se o único hotel do município, seus principais bares, maior quantidade de barracas, de casas de veranistas, também para alugar por temporada, e maiores opções de diversão e lazer à beira mar. A travessia é feita em balsas, canoas e outras embarcações, sendo as balsas as mais utilizadas. É, ainda na Ilha da Croa, que se concentram os principais e mais movimentados eventos relacionados ao carnaval. Ao contrário da Barra 1, com sítios e residências e também casas de veranistas e para alugar por temporada, nas áreas mais elevadas em relação ao nível do mar e também às margens do rio e do oceano. Quem quiser ficar mais distante de toda a movimentação do carnaval, com tranqüilidade, encontra maiores espaços na Barra 1. A travessia de balsa é o teste de paciência dos foliões, mas quem chega do outro lado sempre acha que vale a pena. Não é à toa que a população da cidade triplica durante o carnaval. Com isso, os problemas de infra-estrutura acabam aflorando. ?Nada que estrague a animação da festa?, garante a prefeita Rume Farias. As deficiências de água, por exemplo, ela diz que tem procurado suprir com bombas que reforçam a distribuição. A preocupação maior, diz a prefeita, é com o fornecimento de energia, que deu sinais de deficiência no período chuvoso dos últimos dias. ?Já discutimos isso com a Ceal e teremos uma equipe de plantão permanentemente no local. Acredito que não teremos problemas sérios?, torce a prefeita. A base da cidade são as casas de veraneio, mas há também uma estrutura de hotéis, pousadas e chalés pronta para acomodar quem não encontra espaço na casa dos amigos. O pacote, segundo Rume Farias, está em torno de R$ 1.500 e R$ 2.000 para os cinco dias. Os preços do aluguel de casas também são entre R$ 400 até R$ 2.000. Muita gente já começa a arrumar a bagagem, mas ainda está com placa de aluguel no imóvel. Se conseguir, a casa de parentes é o destino da família. A pioneira Foi o atual município de Paripueira, que já foi distrito de Barra de Santo Antônio, que abriu a rota dos carnavais nas regiões praieiras de Alagoas. Com o surgimento de novos balneários, dividiu o palco mas não perdeu a patente. Continua entre os points mais procurados do interior alagoano nesse período. Basta ver a movimentação, nos fins de semana que antecedem o carnaval, de pessoas batendo de porta em porta em busca de casas para alugar. Esse é o forte do município, que surgiu à base de uma comunidade pesqueira e cresceu às custas do luxo dos veranistas. Uma casa pequena, simples, de um ou dois quartos, pode ser alugada por R$ 400,00 nas imediações do centro de Paripueira. E a partir daí, o conforto, a proximidade da praia, o tamanho da casa vão pesando no preço, até uma média de R$ 3.000, de preferência na parte mais movimentada, no entorno da praia. São pouquíssimas as opções de pousadas e hotéis na cidade e não há um padrão de preço. Na pousada Pantanal, perto da pista, longe da praia, é possível acomodar um casal por uma diária de R$ 30, o que dá R$ 120 o pacote para os quatro dias de carnaval, sem alimentação. Perto da praia, no Paripueira Praia Hotel, o pacote sai a R$ 500, com direito a café da manhã, piscina, ar condicionado e outras mordomias. O camping é uma opção bem tradicional no local, e a área destinada a essa modalidade fica mesmo na beira da praia e perto de onde acontece toda a programação. A pouca distância de Maceió é um atrativo à parte para quem prefere repousar a cabeça no travesseiro, no recesso do lar, todos os dias. Mistura de ritmos Bem mais distante, mas nem por isso pouco atrativa, é a região de Japaratinga e Maragogi, ainda no Litoral Norte, já no limite do Estado. Lá, a programação de carnaval também tem gosto de maresia e muita animação, misturando os foliões e os ritmos de Alagoas e Pernambuco. Quem vai para as duas cidades vai mesmo para ficar em casa de veraneio ou na bem estruturada rede hoteleira, que oferece desde pequenas pousadas até hotéis de alto luxo. Por isso mesmo os preços são bem variados. De acordo com o presidente da Associação de Hotéis e Pousadas de Maragogi, Japaratinga e São Miguel dos Milagres, Plínio Guimarães, é possível encontrar uma pousada, pagando de R$ 500 por um pacote de quatro dias para casal, mas também há pacotes que passam dos R$ 2.000 nos grandes hotéis. O aluguel de casas também tem preços variados, a exemplo das outras cidades. Uma boa casa perto da praia custa em torno de R$ 1.500 a R$ 2.000 o aluguel para o carnaval. Mas para quem não se importa de caminhar um pouco e quer apenas um local para dormir e se alimentar, pode encontrar uma casa simples até por R$ 500. A beleza natural da região, a proximidade entre as cidades de Japaratinga e Maragogi e a animação do carnaval lotam suas povoações. O vice-prefeito de Maragogi, Antônio Lyra, calcula que a população flutuante chega a ser três vezes maior que a população local. A preocupação da prefeitura, este ano, é com a situação de esburacamento da cidade, que está em obras para implantação e ampliação da rede de saneamento e abastecimento. ?Estamos montando um plano de estacionamento e circulação de veículos para reduzir ao mínimo os transtornos?, diz ele. Em relação à água, ele acredita que este ano ainda pode haver problemas, já que as obras estão em andamento. Mas em relação à energia, o carnaval será o teste de fogo da subestação inaugurada em outubro, na região. Programação Maragogi ? O Carnaval começa na sexta-feira (dia 20) e vai até o raiar da quarta-feira de cinzas. A prefeitura ainda não fechou toda a programação, mas segundo informou o vice-prefeito Antônio Lyra, o reinado de Momo é animado pelos muitos blocos que desfilam todos os dias, a partir das 15 horas, com orquestras de frevo, e bandas que se revezam todas as noites, num palco fixo montado no QG do frevo, na orla marítima em direção à Praça de eventos. Paripueira ? O desfile dos ?blocos do sujo? (sem corda e com mela-mela, onde a participação é gratuita) é uma tradição na cidade e movimenta todos os dias do carnaval, ganhando a preferência da multidão. Mas para campeões de resistência, a programação da noite, com bandas, trio elétrico e uma boa estrutura, não deixa ninguém parar. Barra de São Miguel ? Um grande palco foi montado na área reservada para a apresentação de bandas, com camarotes, arquibancadas e bastante espaço para dançar. Blocos irreverentes fazem a história do carnaval de rua da cidade. Uma boate fechada, no meio do QG, faz a diferença entre os que preferem pagar para brincar com mais privacidade. Barra de Santo Antônio ? Os blocos nativos, com o tradicional mela-mela, mantêm aquele gostinho dos carnavais do interior, onde as brincadeiras embaladas na camaradagem da boa vizinhança contagiam. À noite, os trios elétricos ampliam a alegria, reproduzindo o som de bandas que se revezam. O grande problema é o risco ainda não contornado de faltar energia e esfriar o clima dos foliões. Marechal Deodoro ? Um dos carnavais mais prolongados de Alagoas. Começou ontem pela manhã, com apresentação de orquestras de frevo, encontro de bois de carnaval, desfile de escolas de samba, escolha da Rainha e do Rei Momo e apresentação de bandas, à noite. Uma trégua até o dia 14 de fevereiro, quando tem baile de carnaval com a Orquestra Show de Alagoas. Na sexta-feira, dia 20, o movimento começa à tarde, com desfile de blocos, seqüenciado por apresentações de orquestras de frevo nas ruas e bandas de ritmos diversos no trio elétrico com diversas bandas. Na quarta-feira de cinzas ainda tem desfile de blocos pela manhã e à tarde, e nos dias 27 a 29 de fevereiro tem a ressaca do carnaval.

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