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Cria��o de ber��rios desafogaria UTIs neonatais

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FÁBIA ASSUMPÇÃO O presidente do Comitê Municipal de Combate à Mortalidade Infantil, Cláudio Soriano, afirmou, ontem, que uma solução a curto prazo para desafogar a UTI Neonatal do Hospital Universitário e da Maternidade Santa Mônica é a instalação de berçários intermediários em outros hospitais da rede pública. Segundo ele, devido à grande demanda, as UTIs desses dois hospitais vivem quase sempre lotadas e os médicos são obrigados a improvisar leitos para atendimento a recém-nascidos de alto risco. Em Maceió, os dois únicos hospitais públicos que contam com UTI Neonatal são o Universitário, com apenas 10 leitos, e a Maternidade Santa Mônica, com 24 leitos. Segundo Soriano, a maternidade Santa Mônica chega a atender 40 recém-nascidos em sua UTI Neonatal. No interior, apenas o Hospital Regional de Palmeira dos Índios possui uma UTI para recém-nascidos, com oito leitos. A situação também é mais grave em relação a UTIs Pediátricas. Nenhum hospital público do Estado possui uma unidade de tratamento intensivo para crianças. No interior, apenas o Hospital Chama ? conveniado ao SUS ?, possui seis leitos na UTI Pediátrica e, em Maceió, a Santa Casa de Misericórdia, que é filantrópica, possui outros cinco leitos. Soriano ressalta, no entanto, que não foi a superlotação a causa das mortes de sete recém-nascidos na maternidade do Hospital Universitário, nos primeiros nove dias de fevereiro. Segundo ele, três bebês nasceram de parto domiciliar ? um veio de Colônia Leopoldina, apresentando problemas respiratórios, e os demais bebês pesavam menos de um quilo. Hoje, em Alagoas, de 55% a 60% das mortes de crianças com menos de um ano de idade acontecem no período neonatal. ?Em Palmeira dos Índios, esse índice chega a 70%?. Segundo Soriano, é preciso melhorar o sistema de atendimento a pacientes de alto e médio risco. Mas é preciso também melhorar a assistência a gestantes e a prevenção à gravidez precoce. ?Hoje, 30% das gestantes são adolescentes?, observa o médico. Geralmente elas chegam ao hospital somente na hora de ter o bebê, sem ter feito pré-natal.

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