Cidades
Precat�rio de Alagoas n�o atrai setor empresarial
Alagoas ainda não negociou os precatórios (dívidas trabalhistas transitadas em julgado) porque não apareceu empresa importadora interessada em comprar os precatórios. ?A verdade é que ainda não fomos capazes de atrair os importadores para esta proposta?, admitiu, ontem, o governador Ronaldo Lessa ao rebater as críticas de que o Estado estaria criando obstáculo na transação. ?Os importadores exigem uma nova proposta mais ousada. Mas a Procuradoria Geral do Estado não recomenda?, disse Lessa ao acrescentar que a questão será tratada de forma prudente e inicialmente serão colocados no mercado R$ 100 milhões, dos cerca de R$ 2 bilhões de precatórios. Lessa (PSB) demonstrou preocupação com focos de violência pré-eleitoral e disse que vai conversar com o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz (PSB) e alguns deputados para pedir ajuda na construção da paz. ?Os parlamentares são autoridades. O que eu quero é que eles compreendam a autoridade com a qual estão revestidos em torno do mandato?, disse o governador quando participava do programa ?TJ Manhã?, antes de viajar a Brasília. Desarmamento Ao ser questionado como se sentia ao ver, na bancada, parlamentares que andam cercados de ?seguranças?, disse que ?é bem verdade que gostaria que essas pessoas não precisassem andar dessa forma?. Lessa disse ainda que avisou aos parlamentares que Alagoas vai participar da campanha nacional do desarmamento. ?Se os deputados precisam de segurança o Estado vai garantir?. Sobre a possibilidade de haver políticos no grupo envolvidos com crime, repetiu: ?Qualquer pessoa que estiver envolvida em alguma coisa (crime) saia da bancada, antes de eu pedir publicamente?, recomendou ao lembrar que a questão é pedagógica. ?Se a gente prima pelo Estado de direito e pela paz não pode compor o governo uma pessoa que esteja envolvida em crime?. (A.F.)