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Ferro respira sem aparelhos e fala com fam�lia

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CÉLIO GOMES A família do deputado Cícero Ferro (PMDB) viveu ontem um dia especial. O parlamentar falou pela primeira vez, desde o sábado, 31 de janeiro, quando entrou no Hospital Arthur Ramos, depois de ter sido baleado em duas emboscadas, em Minador do Negrão, junto com seu motorista e primo José Maria Ferro. O motorista recuperou-se bem e teve alta na semana passada. Desde ontem também o deputado respira sem ajuda de aparelhos. Além disso, os médicos suspenderam os sedativos, que mantinham o parlamentar em coma induzido. ?Ele [o deputado] sorriu para nós quando acordou. Foi a melhor imagem para nós da família, desde que ele deu entrada no hospital?, contou Thaciany Ferro, uma das três filhas do deputado. Cícero Ferro ainda ficará na UTI por tempo indeterminado. Mas a medida, segundo os médicos disseram à família, é apenas por uma questão preventiva. Eles só vão transferir o paciente para um apartamento quando houver certeza de que a situação não oferece mais risco. Por enquanto, o diagnóstico ainda é considerado delicado. O último boletim de ontem, liberado no começo da noite, classificava o quadro assim: ?Cícero Ferro encontra-se acordado e respirando espontaneamente sem ajuda de aparelhos. Seu estado clínico e neurológico é estável?. A família do parlamentar se diz otimista com a recuperação dele. ?Estamos tranqüilos e com muita fé. Meu pai vai ficar ainda na UTI só para descansar bem e poder sair quando estiver melhor mesmo. Ele reconhece todo mundo, mandou beijo para mim, para minha mãe?, disse também Thaciany, a filha do parlamentar. Ela e boa parte da família ?moram? no Hospital Arthur Ramos desde o dia do atentado. ?Meu pai vai se recuperar totalmente; e agora é bola pra frente?, finalizou a filha de Cícero Ferro. Investigação O diretor adjunto da Polícia Civil, delegado Mário Jorge Marinho, disse que as investigações avançam, mas até agora não há pistas sobre o paradeiro dos suspeitos no crime, entre eles, o fazendeiro José Nilton Cardoso Ferro, primo do deputado e reconhecido por ele no momento das emboscadas. O delegado afirmou que a polícia recebe ?muitos informes?, mas tem de checar com cuidado tudo o que chega. ?A gente recebe informação sobre uma fazenda, uma propriedade, mas a polícia não pode ir lá e invadir. Tem que levantar bem os dados para ter certeza?, explicou Mário Jorge. ?A essa altura, eles não estão em suas propriedades; têm amigos, parentes, a família é grande. Podem estar mudando de esconderijo. A polícia está checando tudo, no Estado e fora de Alagoas também?, acrescentou o delegado. A polícia procura por dez homens. Além de Zé Nilton, outros pistoleiros teriam sido reconhecidos pelo deputado, entre eles, filhos e primos do próprio Zé Nilton.

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