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Escolas de samba se preparam para desfile na orla

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Faltando apenas oito dias para o desfile das escolas de samba de Maceió, os dirigentes das agremiações ainda aguardam a liberação dos R$ 10 mil prometidos pela prefeitura para investir nas alegorias, que são um dos principais atrativos no desfile das agremiações. Mas, apesar das dificuldades financeiras, cinco escolas confirmaram presença na Avenida Antônio Gouveia, no sábado de carnaval: Unidos do Poço, Jangadeiros Alagoanos, 13 de Maio, Gaviões da Pajuçara e Girassol. Só que, este ano, não haverá disputa por título. A falta de dinheiro acabou gerando conflito entre os dirigentes de algumas agremiações e a Liga das Escolas de Samba. Segundo o presidente da Liga, Eugênio Souza Filho, os representantes das escolas de samba concordaram em realizar um desfile-padrão, reduzindo o número de participantes e não saindo com carros alegóricos, em virtude da falta de recursos. Ele estima que, com essa decisão, cada escola deve desfilar com uma média de 200 componentes. Eugênio reclama da falta de interesse das empresas em patrocinar o desfile das escolas de samba, que acabam ficando na dependência da ajuda oficial do governo. Esta semana, os representantes das agremiações se reuniram com o governador Ronaldo Lessa, que assegurou ajuda para que elas desfilem no carnaval deste ano. ?Em março, teremos uma reunião com o secretário de Cultura para discutir um apoio maior do governo no carnaval do próximo ano?. Tema O tema do desfile das escolas de samba, este ano, será ?Alagoas, terra rica desse nosso Brasil, mãe de pessoas brilhantes e belezas mil?. Das cinco escolas que vão desfilar este ano, duas pelo menos não concordaram com as recomendações da Liga das Escolas de Samba. Uma delas é a escola 13 de Maio, do Jacintinho. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, o presidente da escola, Rogério dos Santos, discordou da posição de outras agremiações que queriam fazer um desfile de protesto, usando camisetas pretas. ?Mesmo com pouca ajuda, temos que prestar contas dos R$ 10 mil que estamos recebendo do governo?, argumentou ele. Segundo Rogério, o projeto inicial das escolas à Secretaria Executiva de Cultura era de R$ 180 mil, o que acabou não se concretizando. ?O governador afirmou que não recebeu o projeto mas, mesmo assim, prometeu ajudar com a liberação de R$ 60 mil?. O presidente da 13 de Maio não poupou críticas à prefeita Kátia Born, afirmando que a mesma não estaria investindo numa das mais antigas tradições do carnaval de Maceió: as escolas de samba e os blocos de frevo. ?No ano passado, recebemos R$ 13 mil. Este ano, estamos recebendo apenas R$ 10 mil, graças à ajuda do governo do Estado?. Rogério ressalta que, em anos passados, as escolas chegaram a receber R$ 25 mil de ajuda da prefeitura. Ele argumenta que, apesar disso, as escolas não podem deixar morrer a tradição. A escola 13 de Maio vai desfilar com mais de 400 componentes e três carros alegóricos. ?Só com os carros alegóricos, gastamos mais de R$ 3 mil?. O enredo da escola é ?Nas riquezas e belezas do Estado de Alagoas?. Ontem de manhã, os componentes da escola davam os últimos retoques nas fantasias e adereços. A escola faz, hoje, um arrastão pelas ruas do bairro e, no domingo, no Pontal da Barra, com a presença do carnavalesco Joãosinho Trinta.

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