Cidades
T�cnicos acham altera��es na �gua e condicionador de ar
Além da equipe técnica da Vigilância Sanitária Estadual, a UTI Neonatal e a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) do Hospital Universitário (HU) receberam, ontem à tarde, uma visita de técnicos da Vigilância Sanitária Municipal, para verificar as condições de trabalho dos dois locais, bem como equipamentos e materiais hospitalares utilizados pelos profissionais. Brechas nos aparelhos de ar condicionado da UTI foram os problemas iniciais apontados pela VS, mas um relatório completo deverá ser divulgado em uma semana, apontando os problemas detectados pelo órgão. ?Colhemos amostras do ambiente, para detectar se há algum tipo de bactéria e, se existe, qual o tipo. O resultado só deverá sair em uma semana. Por isso, só poderemos divulgar o relatório nesse período?, disse o coordenador da Divisão de Saúde da Vigilância Municipal, médico Gustavo Pontes de Miranda, acrescentando que o relatório será encaminhado à diretora-geral da VS, Cláudia Tavares. Outro problema detectado pelos técnicos do órgão foi a pouca quantidade de batas, por exemplo, quando eles precisaram entrar nas duas unidades. ?Vestimos as batas para entrar na UTI Neonatal e quando fomos para a UCI não tinha batas suficientes, pois as que tínhamos usado não poderíamos usar de novo?, explicou uma das técnicas, enfermeira Maria das Dores Hora. Pela manhã, a Vigilância Ambiental recolheu amostras da água do hospital e detectou que ela apresentava alteração na quantidade de cloro, mas somente após o laudo é que será verificado se isso interferiu no episódio de morte dos bebês. A Vigilância Sanitária, além de colher as amostras do local e inspecionar o material e as condições de trabalho, solicitou relatório sobre as rotinas e procedimentos de trabalho nas duas unidades. A UTI Neonatal do HU tem capacidade para receber dez bebês e a UCI tem capacidade para receber 12. Ontem, a UTI estava com 11 recém-nascidos e a UCI estava com sete. Vale lembrar que das gestantes que chegam à maternidade daquele hospital, 30% são adolescentes. ?É preciso haver um trabalho de conscientização dessas meninas, que se tornam mães muito cedo, sem condições de ter um bom acompanhamento médico, tornando a gestação arriscada?, disse o diretor-geral do HU, médico João Macário. (FM)