loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Vigil�ncia inspeciona UTI onde morreram sete beb�s

Ouvir
Compartilhar

Uma equipe técnica da Vigilância Sanitária Estadual, acompanhado por representante da Secretaria Executiva de Saúde realizou, ontem, uma visita de inspeção na UTI Neonatal do Hospital Universitário, da Ufal, onde morreram sete recém-nascidos nos primeiros nove dias deste mês. Os técnicos tinham como objetivo fazer um levantamento das condições físicas, dos equipamentos, do pessoal, e dos insumos (medicamentos e descartáveis) existentes na unidade, informações que vão subsidiar um relatório que apontará se existe algum tipo de problema no setor capaz de ter contribuído ou provocado os óbitos dos bebês. Pela Organização Mundial de Saúde, cinco óbitos mensais são o índice aceitável numa unidade que atende pacientes de alto risco com igual número de leitos que a UTI Neonatal do HU. Também foram alvo da investigação os prontuários dos recém-nascidos que morreram no hospital, e documentos de análise da qualidade da água, laudos de hematologia, entre outros utilizados para avaliar o controle de infecção hospitalar. A inspetora Maria José da Silva Santos, que coordenou a equipe, avalia que o resultado dos trabalhos deve sair em, no máximo, uma semana. Se constatada alguma irregularidade na UTI Neonatal, a direção do hospital estará passível de punição, com prazo determinado para corrigir as falhas. Ontem, o setor estava com onze recém-nascidos, um leito a mais que sua capacidade física. No período que ocorreu os óbitos, a unidade estava com 14 bebes internados. As avaliações preliminares, no entanto, apontam a extrema prematuridade como a mais provável causa dos óbitos, como divulgou a direção do hospital à imprensa, durante esta semana. ?Os bebês chegaram ao HU debilitados, com problemas graves de saúde. Um deles deu entrada no HU, às 13h45, e faleceu cinco minutos após. Era prematuro extremo? explicou a inspetora, que também é médica pediatra. O recém-nascido a que a inspetora Maria José se referiu nasceu de parto gemelar. O irmão veio ao mundo quando a mãe estava sendo transportada para o HU. Ele ainda sobreviveu dois dias, mas não resistiu aos problemas respiratórios, segundo informou o diretor-técnico do hospital, Pedro Luiz Teixeira Cavalcante. Dos sete recém-nascidos que morreram na UTI Neonatal do HU, quatro foram enviados por unidades do interior do Estado, nascidos prematuramente. Um deles chegou ao hospital, vindo de Colônia Leopoldina, sem acompanhamento da mãe. Segundo Pedro Teixeira, as unidades de saúde do interior normalmente não têm condições de fazer o transporte adequado de pacientes, independente da idade. Essas pessoas, explica o médico, chegam ao hospital sem o acompanhamento de uma equipe profissional especializada e sem dispor de aparelhos para preservar as funções vitais. Em se tratando de recém-nascidos, o transporte nessas condições é um dos principais agravantes do estado de saúde. O neonatologista Cláudio Soriano, que também é presidente do Comitê Estadual de Combate à Mortalidade Infantil, avalia como solução mais rápida para evitar os óbitos de recém-nascidos de risco a reduzir a superlotação nas UTI?s Nenonatais da capital, a implantação de berçários intermediários nos hospitais do interior. Esses berçários teriam, como diferencial, por exemplo, equipamentos como respiradores artificiais.

Relacionadas