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Moradores cobram abertura de escola no Tabuleiro

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A Associação dos Moradores do Conjunto Graciliano Ramos (AMGR), no Tabuleiro do Martins, continua cobrando da Secretaria Municipal de Educação a instalação de uma escola pública de Ensino Fundamental no conjunto. Enquanto 800 crianças estão fora da sala de aula, de acordo com levantamento da associação, o prédio da Escola Cenecista Brandão Lima, localizada dentro do conjunto, permanece ocioso durante todo o dia. Segundo o vice-presidente da associação, Edivaldo Aurélio dos Santos, existe em vigor um contrato de comodato efetuado pela gestão passada da associação e o Serviço Nacional de Escolas da Comunidade (Senec), com validade de 20 anos, e que só se expira em 2016. Entretanto, hoje, das 10 salas da escola, apenas duas estão funcionando à noite, cada uma com seis alunos do curso supletivo. Durante o dia, todas salas da escola ficam fechadas. Edivaldo Aurélio afirma que a própria direção do Senec já demonstrou que não tem mais interesse em permanecer com a escola, alegando que os moradores do conjunto não teriam condições de pagar mensalidades. Em novembro deste ano, a Associação encaminhou um ofício, com um abaixo-assinado dos moradores, para a secretária municipal de Educação, Ana Paula Saldanha, pedindo para que fosse instalada no prédio uma escola de Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série. No Conjunto existe apenas uma escola pública estadual de Ensino Médio, com capacidade para 1. 900 alunos. Devido à grande demanda de alunos, o Estado criou mais 1. 300 vagas na escola com o Ensino Fundamental da 5ª a 8 ª série. Segundo Edivaldo, havia uma promessa da secretária municipal de Educação em iniciar em março as matrículas na Escola Brandão Lima. Mas até agora isso não foi confirmado. Quem tem filhos fora da escola espera com ansiedade uma solução para o problema. É o caso da dona de casa Eraíde Nascimento. Com o marido ganhando apenas um salário mínimo, ela não tem como matricular os filhos numa escola particular. Um dos filhos, de 10 anos, estudou até a segunda série. Mas no ano passado ela não teve mais condições de pagar a mensalidade da escola. Os dois, que já estão em idade escolar, sequer sabem ler. No dia 24 de janeiro deste ano os moradores do Graciliano Ramos e conjuntos vizinhos chegaram a invadir a escola, onde passaram a noite e só saíram com a garantia da Secretaria Municipal de Educação de que implantaria o Ensino Fundamental na unidade. A escola poderia absorver cerca de 800 crianças da região. Muitas delas chegaram a fazer a pré-matrícula e continuam aguardando a volta às aulas.

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