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Nº 5752
Cidades

Medo: pol�cia cancela depoimento

O segundo depoimento do motorista José Maria Ferro, que aconteceria ontem à tarde, foi cancelado porque a polícia teme por sua vida. O coronel da Polícia Militar, Nerecinor Sarmento, ficou irritado com o vazamento da informação, que era mantida em sigilo.

Por | Edição do dia 14/02/2004 - Matéria atualizada em 14/02/2004 às 00h00

O segundo depoimento do motorista José Maria Ferro, que aconteceria ontem à tarde, foi cancelado porque a polícia teme por sua vida. O coronel da Polícia Militar, Nerecinor Sarmento, ficou irritado com o vazamento da informação, que era mantida em sigilo. O coronel é o responsável pela segurança do motorista desde que ele recebeu alta do hospital. O depoimento seria às 15 horas. O motorista José Maria estava no Comando Geral da PM, no Centro de Maceió, de onde sairia para o Departamento de Polícia do Interior, na Secretaria de Defesa Social, no bairro do Farol. Quando descobriu que a imprensa estava esperando na Secretaria para acompanhar o caso, o coronel, sem saber que a informação do depoimento já era pública, reagiu assim: “Isso não pode acontecer. O depoimento é sigilo. Da mesma forma que a imprensa está esperando, os pistoleiros podem estar esperando a gente pelo caminho”. Desde que saiu do hospital, o motorista José Maria tem proteção da Polícia Militar. Homens da PM ficam com ele 24 horas por dia. Sua residência agora não tem mais endereço fixo. A GAZETA apurou que a estratégia da polícia é mudar de endereço pelo menos a cada dois dias, para evitar o risco de uma tentativa de assassinato. O deputado Cícero Ferro deixou a UTI às 13h30 de ontem. A informação foi passada à GAZETA por um funcionário do hospital. Ele ocupa agora o apartamento 420. Durante a tarde, Ferro recebeu as visitas dos deputados Celso Luiz, presidente da Assembléia Legislativa, de Antonio Albuquerque e de Francisco Tenório. Ferro chegou no quarto bem-humorado, fazendo brincadeiras com os parentes e funcionários do hospital. Ele fala devagar. O policiamento no hospital continuou na frente da UTI apenas para despistar. Os médicos disseram que ele não pode receber visitas externas, pelo menos nas próximas duas semanas. Os três parlamentares que o visitaram, ontem, ficaram pouco tempo no quarto. Os parentes só podem entrar em número de três e não podem demorar muito tempo. Segundo médicos ouvidos pela GAZETA, não há previsão para alta. (CG)

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