Cidades
AL tem �reas sob risco de desertifica��o
O estudo apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, através do programa do Plano Nacional de Combate à Desertificação, apontou áreas do semi-árido alagoano ? situadas na região do Alto Sertão, Agreste e Baixo São Francisco ? como regiões com risco variado de desertificação. As áreas dos municípios de Pão de Açúcar e Ouro Branco, além da área circunvizinha, foram as regiões apontadas no levantamento. ?Alagoas tem áreas com alto risco de desertificação e regiões onde a possibilidade de surgirem desertos é moderada?, frisou o secretário executivo de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais de Alagoas, Anivaldo Miranda. Ele acrescentou, ainda, que na região do Baixo São Francisco o mapa apresenta, na divisa com Sergipe, uma região com alto risco de desertificação. O secretário afirmou, também, que determinadas regiões do Estado correm o risco, se nenhuma ação de combate for efetuada, de se transformarem, no futuro, em um grande deserto. Em toda a região Nordeste, existem 12 focos de desertificação já consolidados e situados nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí e Ceará. O estudo do Ministério do Meio Ambiente pede, também, uma atenção especial para os estados do Rio Grande do Sul e Tocantins, onde há o risco de existir o surgimento de possíveis áreas sujeitas ao processo de desertificação. Anivaldo Miranda esclareceu, ainda, que o processo de desertificação é provocado pela ação devastadora do homem associada à questão climática, principalmente na região do semi-árido, levando à degradação do solo e tornando-o improdutivo. Entre as ações do homem estão a devastação da vegetação de caatinga, a utilização de métodos inadequados de agricultura e o mau uso dos recursos hídricos, além das queimadas. Segundo o secretário, todo o sertão alagoano corre um risco alto de se tornar um grande deserto. ?Alagoas só possui, no momento, áreas com diferentes níveis de risco de desertificação. No momento, não existe nenhuma área onde o processo tenha sido consolidado. Porém, se nenhuma ação for concretizada, os desertos poderão surgir no interior do Estado?, frisou ele, alegando que a natureza tem condições de recuperar as áreas em situação de risco se o homem parar com o processo de degradação. Para tentar reverter o processo de desertificação provocado pela ação direta do homem, está prevista a elaboração de projetos de conscientização junto à população local, nas áreas atingidas, promovendo ações capazes de controlar os efeitos da desertificação. O secretário alegou, ainda, que as ações que serão desenvolvidas em Alagoas têm a função preventiva. ?Vamos trabalhar para que Alagoas não chegue a ter desertos. Por este motivo, o Estado vem se engajando nestes processos junto com os estados onde a situação é mais grave?, destacou ele. Alagoas está promovendo, nos próximos dias 16 e 17, o II Encontro de Pontos Focais Estaduais para o combate ao processo de desertificação. O encontro será mais uma etapa para a construção do Plano Nacional de Combate à Desertificação (PAN ?LCD). O evento será promovido pela Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Naturais (Semarhn). O encontro tem a finalidade de resgatar o processo desencadeado, até o momento, no combate à desertificação, e definir a metodologia necessária para dinâmicas estaduais, além de identificar os recursos humanos, materiais e financeiros necessários para a efetivação das dinâmicas estaduais e a consolidação de uma agenda nacional conjunta.