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Favela emperra reurbaniza��o do Dique Estrada

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A remoção de mais de 1.300 famílias que moram hoje em favelas à margem da Lagoa Mundaú será o principal desafio que o governo e a Prefeitura terão que enfrentar para concretizar o projeto de reurbanização do Dique-Estrada, no Vergel do Lago. Os barracos que tomaram conta da orla lagunar são o retrato do alto índice de exclusão social no Estado. A maioria das famílias mora em condições subumanas em pequenos barracos de madeira e lona. Muitas só têm como meio de sobrevivência a pesca ? hoje escassa na lagoa por causa da poluição - e a catação de sururu. Todas vivem a mesma expectativa: serem indenizadas ou ganhar uma nova moradia. Em uma das inúmeras favelas do local, a da Torre, os moradores aguardam da Secretaria Municipal de Habitação a definição do local para onde serão transferidas. O nome com o qual a favela foi batizada não é à toa. Os mais de 150 barracos existentes no local - número informado pelos moradores - foram construídos sob uma torre de alta-tensão da Companhia Energética de Alagoas (Ceal). Em alguns deles, a estrutura de ferro da torre fica no meio do barraco. As bases da torre necessitam de manutenção pois estão tomadas pela ferrugem. Mas o trabalho não pode ser feito sem a remoção das famílias. Indenização De acordo com a líder comunitária da favela, Maria Silvana de Lima, no ano passado, por meio de um acordo entre a prefeitura e a Ceal, foi apresentada uma proposta de pagamento de uma indenização de R$ 2 mil para cada barraco. Só que depois esse valor foi reduzido para R$ 700. Maria Silvana afirma que os moradores da favela vivem sobressaltados, já que a torre está bastante deteriorada pela ferrugem. ?Essa manutenção devia ser de quatro em quatro anos, só que faz mais de 10 anos que isso não é feito?. Segundo ela, pelo menos 55 moradores da favela, que são de pescadores e marisqueiras, estão cadastrados para receber casas no Conjunto Lenita Vilela, construído na Rua Cabo Reis. ?Só que o conjunto está pronto há muito tempo e estamos com medo de que as casas sejam distribuídas com outras pessoas no período eleitoral?.

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