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Cidades

Moradores cobram sa�da da Feirinha do Tabuleiro

FERNANDA MEDEIROS Representantes da Comissão dos Moradores e Comerciantes da Avenida Maceió e Adjacências, no Tabuleiro do Martins, pedem providências à Prefeitura de Maceió, no sentido de transferir a Feira do Tabuleiro para outro local. O problem

Por | Edição do dia 15/02/2004 - Matéria atualizada em 15/02/2004 às 00h00

FERNANDA MEDEIROS Representantes da Comissão dos Moradores e Comerciantes da Avenida Maceió e Adjacências, no Tabuleiro do Martins, pedem providências à Prefeitura de Maceió, no sentido de transferir a Feira do Tabuleiro para outro local. O problema já se arrasta há mais de um ano. Caso a questão não seja resolvida, eles estão dispostos a entrar com uma ação no Ministério Público (MP) contra o órgão municipal. “A prefeitura está tratando esse assunto com descaso. Os feirantes pediram um local com infra-estrutura, o que já foi feito. Então, o que a prefeitura está esperando para transferi-los?”, questiona o morador José Ascânio Correia. Segundo ele, os moradores já não agüentam mais conviver com essa situação e querem chamar a atenção da imprensa, da população e das autoridades competentes. “Não somos contra a feirinha, que já é uma tradição no bairro, mas é preciso que ela seja organizada e não atrapalhe a nossa vida. Tem de haver uma padronização e um ordenamento no local. Isso será um benefício para todos, inclusive para os próprios feirantes. Em dias de grande fluxo, a rua fica intransitável e até as calçadas foram tomadas pelas barracas. O tráfego está prejudicado e a pracinha foi encoberta pelas barracas, assim como o posto policial (PM-Box). Então, é preciso haver uma definição sobre isso, pois o novo local para onde os feirantes serão transferidos já está pronto há mais de quatro meses”, lembrou. A dona de casa Maria do Carmo da Silva, moradora da localidade, também reclama do descaso. “O vice-prefeito Alberto Sexta-Feira se comprometeu em resolver o problema. Então, queremos uma posição dele. Quando a prefeitura quer fazer alguma coisa ela faz, então por que não transfere esse pessoal para o novo local? Queremos uma reunião com ele, já que tentamos e ainda não conseguimos. Em último caso, vamos entrar com uma ação no MP”, avisou. Situada numa área central do Tabuleiro, onde há casas, comércio, escolas e praças, de acordo com os moradores, a feirinha contribui com o acúmulo de lixo e a proliferação de insetos, ratos, baratas, caramujos, entre outros, causando mau cheiro e provocando doenças nas crianças. “O bairro está parado por causa dessa feira. Até o corredor de transportes foi prejudicado. E quando chove fica tudo alagado, mas a prefeitura alega que só pode fazer o serviço nas galerias quando a transferência dos feirantes for efetuada. Essa não seria, então, uma boa oportunidade?”, acrescentou Maria do Carmo. A feira começou pequena e somente funcionava aos domingos. Com o passar do tempo, foi crescendo e se tornou diária. “Já invadiu quase todas as ruas da região. Inclusive, já avançou sobre várias casas. Teve até uma que a porta ficou bloqueada pelas barracas”, disse José Ascânio. Mas, se depender dos feirantes, gente que comercializa frutas, verduras e outros produtos no local, há mais de 20 anos, a transferência não acontecerá. “Se eu sair daqui sou capaz de morrer. Preciso do meu trabalho, tenho esposa e filhos para sustentar. Para onde vamos, para aquele local pequeno, que mais parece um curral?”, reclama o feirante José Maria Lopes, que comercializa no local há mais de três anos. Mesmo sabendo que o novo espaço está iluminado e pavimentado, os feirantes afirmam que não arredam os pés dali. “Daqui a gente não sai. Se colocarem a gente para fora, voltaremos”, avisa José Lopes, sendo acompanhado em coro pelos companheiros feirantes Júnior Horácio, José Cláudio Maia e José Paulino da Silva. Eles alegam que o novo local construído pela prefeitura é pequeno. “Ali não cabem mais de 20 barracas. O que deve ser feito é a retirada das barracas do meio da rua e calçadas. Deve-se fazer um ordenamento, mas aqui mesmo e não em outro local”, acrescenta José Lopes, lembrando que o problema do lixo ocorre porque o caminhão de coleta não passa no local, com a freqüência devida. O vice-prefeito Alberto Sexta-Feira afirmou que a parte que cabe à Secretaria de Infra-estrutura já foi feita, com a construção, pavimentação e iluminação do novo local para a feira. “Agora, cabe à Secretaria de Abastecimento promover a transferência dos feirantes. O que tínhamos de fazer já foi feito”, explicou.

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