Cidades
Popula��o resiste ao uso do hipoclorito na �gua
Das três crianças que se encontram internadas na Unidade Mista de Nossa Senhora das Graças, em Teotônio Vilela, vítimas de diarréia, estão a pequena Francieli, de apenas oito meses de vida, e o garoto João Mateus, de um ano. A menina começou a apresentar os sintomas da doença, no sábado, segundo informou a mãe, a dona de casa Maria Célia da Silva. Ela não soube explicar qual teria sido o motivo de a filha ter contraído a doença. Afirmou, porém, que não utiliza o hipoclorito. ?O gosto é muito ruim, altera o sabor da comida?, disse. ?Mas sei fazer o soro caseiro?, completou, lembrando que, no ano passado, outro filho, de seis anos, também teve a doença. Assim como ela, várias outras pessoas também têm resistência ao uso do hipoclorito. ?Infelizmente, existem pessoas que pensam como dona Célia. Por isso, sempre estamos orientando para que façam uso do produto, assim como para que preparem o soro caseiro, que tem uma fórmula muito simples. Basta um copo de água com um punhado de sal e dois punhados de açúcar. Isso para quem não tem a colher medida?, explica Marlene de Souza, coordenadora da Vigilância da Saúde de Teotônio Vilela. Segundo ela, a colher pode ser encontrada nos postos de saúde do Programa Saúde da Família (PSF). ?Lá elas são distribuídas pela Pastoral da Criança?, informa. Atenta A avó do pequeno João Mateus, dona Benedita de Deus da Silva, é mais atenta ao problema da desidratação. Garante que usa hipoclorito e que sabe preparar o soro caseiro. ?Tenho a colher medidora e o filtro para a água. Além disso, sempre fervo a água de beber e preparar os alimentos. Não sei por que meu neto contraiu diarréia. Deve ser por causa do calor intenso desta época?, afirmou, com João Mateus no colo, fazendo reidratação oral com o soro fisiológico. Ela explica que o neto começou a apresentar os sintomas da doença na última terça-feira. A coordenadora da Vigilância da Saúde informou que nos casos mais graves a pessoa desidratada tem que receber reidratação venosa. Inclusive, uma das crianças internadas naquela unidade hospitalar estava recebendo esse método de reidratação. ?Para não chegar a esse ponto, que é doloroso e incômodo para o bebê, é preciso ter cuidados básicos com a higiene. Muita gente banaliza a diarréia, achando que é uma doença qualquer, mas é preciso que as pessoas tenham consciência do perigo que há quando se contrai essa doença e não tem o tratamento adequado. É sempre bom procurar se manter bem hidratadas, principalmente as crianças. Todo cuidado é pouco numa situação como essa?, alertou. (FM)