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Sa�de atribui a v�rus surto de�diarr�ia em Teot�nio Vilela
FÁBIA ASSUMPÇÃO A Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) acredita que o surto de diarréia no município de Teotônio Vilela foi provocado pelo Rota Vírus, que está ligado diretamente à contaminação fecal/oral. A principal suspeita é que o vírus esteja presente na água das cacimbas, muito usada pelos habitantes da cidade. Por se tratar de um vírus, e não uma bactéria, a doença se prolifera mais rapidamente. Por causa do surto da doença, a Sesau solicitou ao Ministério da Saúde que envie mais sais de reidratação oral para abastecer o município, além de continuar a distribuição de hipoclorito para o tratamento da água consumida pela população. Nas cinco primeiras semanas do ano, mais de 700 casos de diarréia foram registrados em Teotônio Vilela, resultando em pelo menos duas mortes ? uma delas de uma criança com menos um ano. Ontem, estavam internadas no hospital da cidade 26 crianças. O maior pico de casos foi registrado no dia 9 de fevereiro, quando chegaram a ser internadas 200 pessoas. A coordenadora do Projeto de Vigilância Epidemiológica da Sesau, Cleide Moreira, tinha em mãos, ontem pela manhã, o laudo da análise da água que abastece o município feito pelo Laboratório Central (Lacen), que acusou apenas como insatisfatório o aspecto da cor do líquido, mas não constatou nada de anormal em relação ao PH e ao odor. Segundo Cleide, o maior problema da região é que, como há deficiência no abastecimento de água tratada, uma grande parcela da população consome água de cacimbas e outros tipos de reservatórios. Com as chuvas, muitos resíduos são arrastados e acabam contaminando essas águas. Outro fator que agrava a situação é a resistência da população em utilizar o hipoclorito de sódio para tratar a água. ?Uma medida essencial para controlar essa situação é o uso do hipoclorito?, assegura Cleide. ?O hipoclorito não tem faltado, é distribuído pelos agentes, só que a população acha que não precisa usar, por puro descaso?. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica reconhece que a qualidade da água é o principal fator para o crescimento do número de casos de diarréia, mas aliado a isso está a falta de cuidados mínimos de higiene da população, como lavar as mãos após ir ao sanitário ou depositar as fezes em locais abertos. Cleide explicou que a situação das diarréias é monitorada no Estado pelas três esferas: Estado, municípios e governo federal por meio do Programa de Monitoramento de Diarréias (MDA). ?O sistema é alimentado semanalmente para verificar quando o número de casos está fora do normal, qual a faixa etária afetada, os níveis de doença?. Ela salientou que a Secretaria de Saúde vem garantindo todo o apoio ao município de Teotônio Vilela para assistência às pessoas atingidas pela doença e recomenda que as pessoas que estiverem com diarréias procurem atendimento médico.