loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Greve da Anvisa prejudica viagens para o exterior

Ouvir
Compartilhar

FÁBIA ASSUMPÇÃO O Porto de Maceió operou normalmente, ontem, apesar da greve dos servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrada desde a terça-feira. Já no Aeroporto Zumbi dos Palmares, os servidores da Anvisa não estavam fazendo a vistoria dos aviões que posam em Maceió. A greve prejudica principalmente às pessoas que estão com viagem marcada para os Estados Unidos e países da Europa, que são obrigados a apresentar o certificado de vacinação contra a febre amarela, o sarampo e a gripe influenza ? doença que vem atingindo alguns países acima dos trópicos. Caminhoneiros e estivadores do Porto também são obrigados a tomar essas vacinas quando vão trabalhar com navios vindos de países onde elas são endêmicas. Segundo o diretor do Sindiprev, Célio dos Santos, em Alagoas a Anvisa tem 32 servidores, nove deles são responsáveis pelo trabalho de vistoria em navios estrangeiros no Porto, para expedição do certificado de livre prática. Sem esse documento, o navio fica impedido de atracar. Ele explicou que apesar de a Anvisa não ter o poder de impedir o pouso de aviões no aeroporto, a não- realização das vistorias dentro das aeronaves pode trazer o risco de entrada de doenças que atingem outros países, como a gripe do frango, que já se espalhou pelo continente asiático. Até agora, foram registrados 28 casos da doença, em 12 países, com 20 mortes. Nacional A greve dos servidores da Anvisa é nacional e já começa a provocar problemas em alguns portos no País. A principal reivindicação é que a categoria seja incluída no quadro de carreira da Agência. Em dezembro do ano passado, o governo editou uma Medida Provisória (MP 115/2003) que prevê a regularização dos servidores das agências executivas e a realização do concurso. Pela Medida, os atuais servidores que estão há mais de cinco anos na Agência seriam devolvidos a seus órgãos de origem. A maioria fazia parte do quadro do extinto Inamps e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Os servidores querem que o governo modifique o texto da MP e também acabe com a terceirização no setor, além da recomposição salarial. Ontem de manhã, o comando nacional da greve aguardava a convocação do governo para iniciar as negociações.

Relacionadas