Cidades
Alagoanos j� promoviam carnaval no Imp�rio
VALMIR CALHEIROS Os alagoanos vêm promovendo festejos carnavalescos há 145 anos. Desde o Império, portanto. A afirmativa é funda-mentada na seguinte informação constante de um artigo do escritor e folclorista Théo Brandão, publicado em abril de 1970: ?Imitando a moda introduzida na Corte (Rio de Janeiro) em março de 1859, em Maceió, apareciam os primeiros mascarados, os primeiros ?bailes masqués?, os primeiros desfiles de fantasias e máscaras...? Brandão refere-se também ao aparecimento do primeiro embrião do ?corso? de carruagens com fantasias, ?novidades que eram saudadas no jornal da época como sinais de progresso e civilização?. Na década de 1880, ainda de acordo com Brandão, a folia do Zé Pereira foi introduzida em Alagoas, com sua orquestra de bombos e sua música de pancadaria, à qual seriam incorporados os desfiles de carros alegóricos e de crítica dos fins do Século XXI e começo do século XX, aparecendo com mais renome os da Fênix e os de Bonifácio Silveira e Gustavo Paiva já na década de 30 a 40. É desse tempo os pequenos clubes do Estado, a maioria de Maceió e já desaparecidos, como o Vassourinhas, o Morcego, os Parafusos. Garças Brancas, Pica-Pau, Ciganos, Trocistas Borboletas. Alguns desses sobreviveram até depois dos anos 50, a exemplo do Cavalheiros dos Montes e o Caradura. A cavalo A capital alagoana teve, ?até na metade do século passado, mais de 50 associações participando de carnavais. Sem falar nos clubes modestos, nas troças, nos blocos dos arrabaldes. E nas escolas de samba?, conforme registraria o pesquisador Luís Veras. ?Nos primeiros anos do clube Fênix, - escreveu ele - seus freqüentadores ali chegavam a cavalo. No carnaval de 1915, houve a apresentação de uma primeira quadrilha formada por 64 pares, enquanto 30 senhoras e senhoritas permaneciam sentadas. Por muito tempo, foram apresentadas as mais belas e ricas fantasias e criativas máscaras. Nessa época do ano, esse e outros clubes alagoanos tinham seus carnavais animados por importantes orquestras do Rio de Janeiro, de outros Estados e alagoanas?.