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Cidades

AL: 10 mil aguardam as terras

Em Porto Calvo, mais de 260 trabalhadores rurais de cinco acampamentos esperam há mais de um ano ser assentados pelo Incra. Um dos acampamentos fica à margem da AL-101 Norte, a poucos quilômetros do acesso à cidade, onde ocorreu o bloqueio da rodovia. Um

Por | Edição do dia 27/02/2004 - Matéria atualizada em 27/02/2004 às 00h00

Em Porto Calvo, mais de 260 trabalhadores rurais de cinco acampamentos esperam há mais de um ano ser assentados pelo Incra. Um dos acampamentos fica à margem da AL-101 Norte, a poucos quilômetros do acesso à cidade, onde ocorreu o bloqueio da rodovia. Um dos líderes do movimento, Antônio José Gomes, explicou que os sem-terra da região de Porto Calvo reivindicam a posse da terra das Fazendas Junco, Capricho, Boa Esperança, Oriente, Bom Retiro, que englobam uma área de 10 mil hectares. “O Incra fez a vistoria e considerou as terras improdutivas, mas os proprietários entraram com uma ação na Justiça alegando que não foi levado em conta a área plantada de cana”. Na mesma situação vivem cerca de 380 famílias acampadas em Novo Lino, que esperam ser assentadas nas Fazendas Amapá, Araguaia, Niterói, Santa Bárbara e Ouro Preto. Ano passado, o Incra estabeleceu como meta assentar 1.700 famílias em Alagoas. Esse número não passou de 170. Se o processo de desapropriações de terra não for acelerado, os ânimos devem se acirrar ainda mais no campo. De acordo com os movimentos sociais do Estado (CPT, MT, MST e MLT) existem mais de 10 mil famílias acampadas no Estado, aguardando a posse da terra.

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