Cidades
Educa��o patrimonial � sa�da para o problema
Para a museóloga Cármen Lúcia Dantas, um dos maiores problemas na seara da conservação do patrimônio histórico em Alagoas é a falta de consciência da comunidade, que não demonstra sensibilidade suficiente com relação ao assunto. ?A comunidade não sabe que os monumentos históricos fazem parte de seu cotidiano, de seu dia-a-dia. A população precisa sentir que faz parte de uma determinada paisagem, seja ela patrimonial ou ambiental. Temos que fazer com que todos enxerguem que são parte do processo?, afirma, lembrando que a iniciativa privada poderia receber mais estímulo para contribuir com o desenvolvimento dos trabalhos no setor. Para conseguir mobilizar a sociedade nesse sentido, Cármen aposta na ?educação patrimonial?, um tipo de estratégia educacional que visa envolver a comunidade nas ações de recuperação e preservação do patrimônio. ?Se os estabelecimentos de ensino do Estado pudessem inserir pequenos módulos de aprendizado sobre o assunto nas disciplinas ligadas à área de educação artística poderíamos colher alguns resultados. Lógico, isso não aconteceria em um curto espaço de tempo, mas em médio e longo prazos. Mesmo assim, já seria um grande avanço?, explica a museóloga, que lecionou história da arte na Universidade Federal de Alagoas, antes de se aposentar. Formada em museologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cármen afirma, categoricamente, que esta é a solução mais plausível para a problemática. ?Não adianta a gente buscar apoio e patrocínio se a comunidade não souber como atuar para preservar essa riqueza. O envolvimento da população é essencial. E o único caminho capaz de indicar essa direção é a educação. Não tenho dúvidas disso?, finaliza.