Cidades
HU registra 16 mortes de beb�s em fevereiro
As gestantes de alto risco, mulheres hipertensas e adolescentes grávidas, por exemplo, enfrentam problemas para encontrar um leito nos hospitais da rede pública ou naqueles conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). É que esses casos, bem como o de bebês nascidos prematuramente, só estão sendo atendidos em duas unidades hospitalares: a Maternidade Santa Mônica e o Hospital Universitário (HU). Nesse momento, no entanto, o HU está com internações suspensas, o que obriga a Santa Mônica a receber toda a demanda de alto risco. Em conseqüência da limitação de leitos cresceu, em Alagoas, o número de mortes de recém-nascidos. Somente em fevereiro 16 bebês morreram na UTI Neonatal do Hospital Universitário, o dobro da média mensal registrada naquela unidade durante o ano passado, e um número bem acima do considerado aceitável pela organização Mundial de Saúde, que é de 15% do total de internos. Em fevereiro, o HU internou 44 prematuros, filhos de mulheres vindas praticamente de todos os municípios alagoanos. Diante da situação, considerada alarmante, dirigentes municipais de saúde e dos dois únicos hospitais que têm UTI Neonatal, marcaram para hoje, às 10 horas, uma reunião na Secretaria Municipal de Saúde. O sistema de saúde em Maceió é municipalizado. ?Estamos fazendo uma reforma para sanar problemas na UTI Neonatal?- explica o diretor-geral do HU, médico João Macário, acrescentando que o serviço será concluído em cinco dias. Até lá não será possível fazer novas internações, o que provavelmente vai aumentar a demanda na Maternidade Santa Mônica. A superlotação é de fato um problema sério, que exige providência urgente do poder público. Mas o médico João Macário ressalta algumas situações que podem agravar o quadro da criança nascida prematuramente. São crianças de baixo peso ou de extrema prematuridade, que nascem com peso variando entre 0,500 gramas até 1,650 kg, explica o médico. ?São crianças de mães adolescentes, com idade entre 12 e 16 anos, e que na maioria das vezes não tiveram acompanhamento pré-natal?- afirma ele. O médico confirma as mortes ocorridas no HU no mês de fevereiro, mas alega que a falta de investimentos em mais hospitais especializados é um problema que exige resposta mais efetiva do poder público. ?Não temos condições de atender ao Estado inteiro?- afirma João Macário, apontando ainda as condições de transporte de bebês prematuros como agravantes do quadro de saúde que apresentam. (BL)